
Salve Macacada!!!
Faz um tempo que não escrevo nada, somo sou um cara ocupado, trabalho demais, super comprometido com a ecologia, parei de consumir revistas em papel, agora só leio material ecologicamente correto… MENTIRAAAAA!!!! Hauhauhuahahuhauha
Me perdoem os ecologistas, mas seja livro ou quadrinhos , tem que ser em papel.
Mas na verdade andei meio sem tempo e sem coisas boas pra ler… O mainstream anda meio “boring”, e aproveitando o advento da Bienal, resolvi adquirir alguns materiais diferentes, e para MINHAAAA ALEGRIAAAAA me adquiri dois álbuns de artistas europeus.
Hoje vou falar sobre a TRILOGIA NIKOPOL!

Imagine um futuro distópico, uma sociedade totalmente alienada e controlada por um governo facista, junte a isso, alienígenas convivendo com humanos, agora some a esse quadro uma pirâmide voadora cheia de DEUSES e pra finalizar imaginem um homem do século 20 chegando a esse mundo maluco! Esse é um resumo (muito mequetrefe) da Trilogia Nikopol, criada ao longo de 10 anos por Enki Bilal, um artista frances ( nascido na Antiga Iugoslávia).
A trilogia é formada por três álbuns:
Feira dos imortais:

Conta a chegada dos Deuses ao mundo distópico no ano de 2023, apresenta também ao protagonista chamado Alcide Nikopol e sua estranha ligação ao deus rebelde Hórus .
A mulher armadilha:

A segunda parte da trilogia que apresenta a femme-fatale Jill Bioskop, uma reporte (de pele branca e cabelos e lábios azuis) que através de um estranho aparelho escreve matérias para um jornal no PASSADO.
E por fim a premiadíssima conclusão da trilogia: Frio Equador:

que conta como é o desfecho dessa incrível saga de ficção científica.
Há necessidade de algumas considerações sobre essa HQ; os quadrinhos europeus diferentemente dos americanos, tem uma narrativa menos explicada, uma arte mais estilizada que inicialmente é difícil de digerir, mas depois que você pega o ritmo da leitura, ela se torna prazerosa.
Por ser uma saga que levou uma década pra ser finalizada (1980 a 1992) é visível a evolução do traço de Bilal, no primeiro álbum a arte é mais “crua” menos atraente, porém quando começa “ A mulher armadilha” a arte muda e se transforma em belíssimos painéis que entregam a visão cinematográfica de Bilal (que também é cineasta).
Tenho que dar os parabéns a Editora Nemo que tem lançado álbuns de quadrinhos europeus em belíssimas edições de luxo, com capa dura, papel de alta qualidade e num formato grande, que deixa a arte ainda mais espetacular!
Mais um detalhe, é uma história voltada ao público mais adulto, logo tem miolos voando, sangue e MAMILOS!!!!!


Será que ouvi Jill dizer : “Sucer mes seins” ?
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Fica mais um pouco da arte de Enki Bilal:
Abrs e até o próximo post!