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O Exterminador do Futuro: Gênesis – Review

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Arnold está de volta na mais recente continuação da franquia “Exterminador do Futuro”, e com a estrela de “Game of Thrones” Emilia Clarke.

Arnold Schwarzenegger , mais uma vez declara: “Eu estarei de volta”, nesta quinta parte da franquia “Exterminador do Futuro”, mas já chega. Gastando metade do seu tempo mostrando personagens ciborgues indestrutíveis levando tiros só para curar-se rapidamente e a outra metade tentando explicar uma trama que reescreve toda a série, “Exterminador do Futuro: Gênesis” serve para mostrar como o público está apenas interessado em ver basicamente o mesma coisa só que em uma nova embalagem.

Em um momento, o Exterminados de Schwarzenegger diz a seus companheiros: “Estou velho, não obsoleto”, mas caberá ao público decidir. Graças ao efeitos visuais, equivalentes a cirurgia plástica especialista, o ator, que tinha 37, quando o primeiro longa da série foi lançado em 1984 e agora tem 67, ficou mais ou menos convincente em termos de aparência. E ele ajudará Sarah Connor e seu filho John, a tentarem salvar a humanidade, e a si mesmos, do trágico futuro onde se dá a vitória das máquinas.

Os Fãs da série vão saborear todo o cuidado com que o diretor Alan Taylor e sua equipe, tiveram para recriar visualmente o original de James Cameron, em flashbacks; Reese chega, nu, no mesmo escuro e sujo beco em L.A.

Atacado pelo novo Exterminador ( Byung-hun Lee ), Reese em pouco tempo se une a Sarah ( Emilia Clarke )dando a proteção que ela precisa até que todos eles voltem para o futuro, onde seu filho John parece mais velho que a própria mãe.

Este artifício de salto no tempo desempenha bem sua função, mas o que acontece depois são cenas de ação quase que comandadas por um cronômetro e quase invariavelmente parecem versões requentadas de coisas que já vimos antes, na própria franquia como em outros lugares. Os três primeiros filmes da série receberam uma classificação indicativa alta o que os beneficio; mas este é classificado com censura 13 anos o que e faz suas cenas de ação se diluírem, tornando-as desprovidas de criatividade visual, na forma como a violência é encenada e fotografada.

Com Taylor a bordo como diretor e Clarke assumindo o papel desempenhado por Linda Hamilton, o longa claramente tem como objetivo se beneficiar pela associação com o ultra-violento “Game of Thrones”.

Mesmo que ela seja mal-humorada em certos momentos, Clarke não pode fazer muito para dar dimensão ao personagem de Sarah, e isso vale em dobro para Courtney como Reese, um papel ainda mais desprovido de profundidade.

Isso deixa para Arnold a missão de salvar o dia, mas a idade lhe deu mais voz, além de rigidez física; ele ainda tem presença em tela e está se divertindo.

O filme se arrasta até o final e muitas vezes é tedioso. Visualmente, já vimos tanto essas cenas, e muitas delas com ele, tantas vezes antes, que mesmo sendo recauchutadas ainda são entediantes.

Uma pequena surpresa inserida durante os créditos finais, sugere que uma sequência de Exterminado do Futuro: Gênesis já foi programada por seus criadores. Mas se Arnold realmente quer voltar, vai precisar mais do que exterminar.

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Kleber Ivo designer e desenhista. Gosta de ler, desenhar, ouvir musica, tocar baixo/guitarra, cinema. séries e adora o mundo dos quadrinhos e afins.