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Mulheres que inspirariam grandes filmes

Hollywood adora transformar histórias reais em grandes produções, e não precisa ser necessariamente a história de uma grande personalidade, filmes como Um Sonho Possível e À Procura da Felicidade mostram que basta uma história inspiradora para termos um grande filme.

Algumas mulheres tiveram suas vidas transformadas em filmes: Evita Perón, Frida Khalo, Rainha Elizabeth e mais recentemente a Princesa Diana. No Brasil também tivemos algumas mulheres que inspiraram grandes produções: Olga Benário e Zuzu Angel.

Mas quero dar uma dica para os grandes estúdios agora, selecionei algumas mulheres que ainda não tiveram suas vidas adaptadas para o cinema em uma grande produção, mas que possuem histórias que merecem ser contadas.

Veja só:

mulher 1

Agnes Gonxha Bojaxhiu, ou simplesmente Madre Teresa de Calcutá, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1979 por dedicar sua vida ao cuidado dos pobres. Morreu vitimada por um ataque cardíaco em 1997, aos 87 anos. Ela estava se preparando para uma missão religiosa em memória da Princesa Diana, sua grande amiga e morta um mês antes em um terrível acidente. Em 2004 foi beatificada pelo Papa João Paulo II.

mulher 2

Ganhar um prêmio Nobel já não deve ser fácil, imagine então ganhar dois? Esse feito foi conseguido pela primeira vez pela cientista franco-polonesa Marie Curie. O primeiro de seus prêmios foi um Nobel de Física, ganho (junto com seu marido Pierre) em 1903 por suas descobertas no ramo da radioatividade. Em 1911 ela conquistou a segunda honraria, desta vez um Nobel de Química pelas descobertas dos elementos rádio e polônio. Marie Curie morreu em 1934, aos 66 anos, devido a exposições constantes a radiação.

mulher 3

A brasileira Maria da Penha foi alvo de sucessivas violências domésticas provocadas por seu ex-marido. Durante anos ela tentou colocar na cadeia o homem que a tentou matar por duas vezes, e acabou por deixá-la em uma cadeira de rodas. Sua luta culminou com a criação de uma lei, sancionada em 2006, que leva seu nome e protege mulheres que sofrem algum tipo de violência em seu ambiente familiar.

mulher 4

Filha do cientista Adolfo Lutz, a bióloga Bertha Lutz foi a primeira mulher a lutar pelos direitos da mulher no Brasil. Através de sua luta as mulheres conseguiram o direito a voto no país em 1932. Em 1936 assumiu um mandato de Deputada Federal e lutou por igualdade de direitos e pela licença maternidade. Sua causa acabou atravessando fronteiras e lutou pelos direitos da mulher em países latino-americanos e até na África do Sul. Faleceu em 1976 com 82 anos.

mulher 5

Há algum tempo atrás os tratamentos psicológicos no Brasil se resumiam ao confinamento em clínicas que mais pareciam um circo de horrores. Nestas clinicas pacientes eram submetidos a eletrochoques, trabalhos forçados disfarçados de terapia ocupacional e até mesmo a retirada de algumas partes do cérebro. Indo contra esses métodos a psiquiatra alagoana Nise da Silveira se negava a fazer parte disto, e passou a introduzir trabalhos artísticos como modelagem e pintura aos seus pacientes obtendo êxito em seus tratamentos. Através disso ela revolucionou e modificou a psiquiatria praticada até então no país. Faleceu em 1999, aos 94 anos.

 

mulher 6

Primeira mulher a assumir o comando da Índia, Indira Gandhi teve coragem de enfrentar conflitos religiosos e mudar definitivamente o rumo de seu país. Indira começou a atuar na política aos 40 anos, quando seu pai, Nehru, se tornou presidente do Congresso. Ocupou o cargo de Primeira-Ministra por duas vezes (1966 e 1980), nacionalizou os bancos e investiu fortemente na agricultura, transformando a economia do país. Devido aos conflitos religiosos foi assassinada em 1984.

mulher 7

Simone de Beauvoir foi uma mulher bem a frente de seu tempo. Escritora e Filósofa ela manteve durante anos um romance aberto a com o também escritor Jean-Paul Sartre, ambos se amavam e ao mesmo tempo mantinham relacionamentos com outras pessoas. Se um relacionamento assim já causa espanto nos dias de hoje, imagine então nos anos 40, 50… Em suas obras literárias a escritora fazia questão de dar ênfase à liberdade individual e ao papel da mulher na sociedade. Faleceu de pneumonia aos 78 anos, em 1986 e foi sepultada no mesmo túmulo de seu grande amor Jean-Paul Sartre, falecido em 1980.

 

mulher 8

Grace Kelly viveu um conto de fadas com um final inesperado durante sua vida. Ainda jovem alcançou a fama e se tornou uma estrela de cinema contracenando ao lado de astros como Gary Cooper e se tornando uma das atrizes preferidas do diretor Alfred Hitchcock. A fama levou Grace ao Festival de Cannes e lá conheceu o Principe Rainier III, ambos se apaixonaram e logo se casaram em um dos eventos mais festejados da história. A atriz de Hollywood se tornava Princesa de Mônaco. Infelizmente um trágico acidente colocou um ponto final cruel a esse conto de fadas, o carro a princesa se desgovernou e caiu em um penhasco matando Grace Kelly aos 52 anos.

 

mulher 9

Em 1955 a costureira negra Rosa Parks se negou a ceder o seu lugar a um homem branco no ônibus onde estava e acendeu o estopim de um movimento que mudaria o rumo da história. Seu gesto provocou a ira de racistas e repercutiu entre a sociedade negra que logo a elegeu como um de seus símbolos na luta por direitos civis igualitários. Sua atitude fez com que o pastor Martin Luther King erguesse sua voz e liderasse a luta dos negros por seus direitos; juntos, Luther King e Rosa Parks conseguiram mudar a vida de negros no mundo todo. Rosa faleceu em 2005, de mal de Alzheimer.

mulher 10

Provavelmente você nunca ouviu falar de Oseola McCarty, pois prepare-se para conhecer uma das mulheres mais inspiradoras que já existiram. Desde muito jovem Oseola foi instruída por sua mãe a poupar seu dinheiro. Por causa das dificuldades ela teve que abandonar seus estudos e trabalhar como lavadeira junto com sua mãe, sua avó e uma tia, colocando tudo o que ganhava em uma poupança. O tempo passou, sua família toda morreu e Oseola viveu o resto de sua vida de maneira humilde e solitária. Chegando a velhice Oseola se reuniu com o gerente de seu banco e comunicou que gostaria de doar sua poupança a algum fundo que cuidasse da educação de pessoas que, assim como ela, não tivessem condição para bancar seus estudos. O gerente se surpreendeu quando descobriu que Oseola havia juntado mais de US$150.000 e que agora iria simplesmente doar tudo o que tinha. Aos 88 anos ela foi considerada Benemérita da Universidade do Mississippi, aos 90 recebeu um diploma honorário de doutorado da Universidade de Harvard e uma Medalha das mãos do presidente Bill Clinton. No ano seguinte (1999) Oseola faleceu aos 91 anos.

mulher 11

Em 2013 um exposição celebrando o centenário da artista plástica Tomie Ohtake reuniu cerca de 80 obras no instituto que leva o nome da artista. Um detalhe: a própria Tomie esteve presente na exposição e expondo obras novas já que aos 100 anos a artista japonesa naturalizada brasileira ainda continua na ativa. Tomie Ohtake tem uma carreira inspiradora, já ganhou mais de 25 prêmios e participou de mais de 100 exposições, sendo reconhecida no mundo todo!

mulher 12

Helen Keller é a maior prova de que nenhum tipo de deficiência pode impedir alguém de conseguir o reconhecimento. Ainda muito jovem Keller sofreu de uma doença que a fez ficar cega e surda, mesmo assim ela se tornou uma reconhecida escritora, conferencista e uma ativista social que lutou em favor de pessoas portadoras de deficiência. Ao longo da vida recebeu dezenas de títulos honorários e condecorações pelo mundo todo. Faleceu em 1968, aos 87 anos.

mulher 13

Exemplo de mulher moderna, talentosa, independente e a frente de seu tempo a pintora Tarsila do Amaral se tornou um dos principais nomes do Modernismo e uma das responsáveis pela Semana de 22, um evento que mudou a maneira de se fazer de se enxergar a arte no Brasil. Reconhecida no mundo todo por sua arte e por sua atitude, Tarsila é até hoje um dos maiores nomes da cultura brasileira. Faleceu em 1973, aos 86 anos e sofrendo de profunda depressão.

 

mulher 14

A baiana Anna Nery foi pioneira da enfermagem no Brasil. Viúva aos 30 anos e mãe de três filhos Anna Nery viu dois de seus filhos se embrenharem na Guerra do Paraguai, em 1864. Anna pediu autorização do presidente da província da Bahia para seguir junto com seus filhos para guerra e prestar serviços voluntários em hospitais do Rio Grande do Sul, Anna foi autorizada e seguiu atrás de seus filhos. Prestou serviços ininterruptos em vários hospitais e viu um de seus filhos morrer em combate. Com o final da guerra Anna regressou a sua cidade e recebeu uma série de homenagens, em 1870 o imperador Dom Pedro II concedeu uma pensão vitalícia a ela. Faleceu em 1880, aos 66 anos e em 1923 a primeira escola de enfermagem do Brasil recebeu seu nome.

 

É quase formado em jornalismo e trabalha como redator. Gosta de ler e escrever, assistir filmes chatos sozinho, filmes engraçados com amigos e qualquer um ao lado de sua digníssima Mih e a pequena Fê.

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