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Autora: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 9788580570816
Preço: 24,90
Rating (10/10):

Olá queridos primatas!

Aqui quem posta é a Gorila Fêmea do pedaço para trazer mais uma dica bem legal de leitura.

Preparados para tomar mais um Porre Literário? Boa ressaca galera!

PROMOÇÃO GORILA POLAR

 

Bela Maldade – a amizade pode ser mortal

Um segredo devastador
Uma vida destruída
Uma nova amiga que ajuda a esquecer
E se ela não for quem aparenta?

A história:
Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranqüilo anonimato.

Mas, seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante e, logo as duas começam uma intensa amizade.

No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amizade também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel.Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja, ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a nova amiga: Alice não gosta de ser rejeitada…

Meus pitacos:

Livro de mulherzinha? Ah, vá! Não é mesmo!!!
*ok, respira*

Quem foi disse que um livro sobre “melhores amigas” ou “amizade” precisa necessariamente ser superficial, cheio de intriguinhas bobas e sem nexo?Eu demorei para postar essa resenha por pura falta de coragem. Motivo? Eu me identifiquei com a história – uma identificação pessoal mesmo. E, portanto, estava na dúvida se deveria expor isso ou não.

Eu demorei para postar essa resenha por pura falta de coragem. Motivo? Eu me identifiquei com a história – uma identificação pessoal mesmo. E, portanto, estava na dúvida se deveria expor isso ou não.

Depois de pensar muito, percebi que a resenha crítica é puramente subjetiva, logo, ela leva em conta as minhas vivências e percepções para interpretar livremente a trama e concluir o entendimento da forma como eu preferir.

Pois bem. Vou tentar aqui esmiuçar todos os detalhes sobre o porquê este livro me fascinou.

As pessoas compram livros por diversos motivos: a capa é bonita ou misteriosa, a sinopse é interessante, o livro está em promoção, foi recomendado por um amigo, ganhou de presente, e por aí vai…

Confesso que a capa engana um pouco. Um livro azul-cor-tampa-de-caneta-BIC, com a escrita e a arte toda feita em brilho (que, aliás, desbota rapidamente e deixa a mão toda purpurinada!), uma fonte rebuscada…

Ou seja, tudo leva a crer que “Bela Maldade” trata-se de um livro de “menininha”. Até você erguer os olhos e ver a legenda que acompanha o título: “A amizade pode ser mortal” – e foi justamente o que me fisgou!

Pensei: seria uma espécie de “Gossip Girl do mal”?; “um Pretty Little Liars disfarçado com glitter?”; “um thriller tenso à lá “Carrie, A Estranha”?

Foram muitas as coisas que vieram à minha cabeça, mas a verdade é que a legenda me cativou mais até do que a própria sinopse.

De linguagem fácil e enredo muito bem amarrado, a autora domina três “épocas” de sua protagonista. Ora você lê sobre os atuais dias de Katherine Petterson, jovem de 17 anos, ora você está invadindo o seu passado cruel no maior estilo flashback, e, de forma abrupta, você está diante do desfecho da história.

E não é que a escritora australiana Rebecca James deu conta do recado?

Esse vai-e-vem de situações deixa o leitor absolutamente vidrado na história – prato cheio para os devoradores de livros como eu! Pois vão ler “Bela Maldade” numa “sentada”.

Sobre as maldades?
Imagine que você está passando por um momento de superação em sua vida, digamos que um trauma, e precisa dar a volta por cima. De repente, sem pedir licença, surge uma garota cheia de vida (Alice), que começa a fazer com que você se sinta parte de um grupo novamente. Como se pudesse integrar-se à sociedade outra vez e (quase) tentar esquecer o passado obscuro. Só que, o que era para ser a “solução”, a tal “melhor amiga” transforma-se em seu pior pesadelo.

Em meio a falsidades, mentiras, assassinato (sim! Choque-se) e uma boa dose de inveja, “Bela Maldade” fala de problemas entre garotas, de uma forma bem mais alucinante e, é claro, mais chocante. Quisera eu descrever algumas das fortes cenas do livro, mas eu não sou do tipo que dá spoilers.

No início do texto falei sobre uma identificação pessoal, né? Pois vamos lá! Abrindo o jogo:

Eu tive uma “Alice” em minha vida, exatamente como no livro. Uma pessoa em que você confia seus maiores segredos e chama de Melhor Amigo (a). Aquele que o faz se sentir mais feliz e confiante. Alguém que te liga só para saber se você melhorou de um resfriado, e aproveita o pretexto para conversar e dizer que te ama e que só ligou porque estava com saudades. Eu… tive isso!

“Minha Alice” (vou preservar o nome da pessoa por questões éticas e óbvias) pregou-me uma tremenda peça digna de roteiro de novela das oito.

Lendo “Bela Maldade”, eu não era mais a Karina Andrade. Eu era Katherine Petterson, e, em todas as situações eu via o que a Alice fazia e me contorcia de angústia. Parecia que eu estava vivendo tudo o que sofri com a MINHA melhor amiga novamente. Não via a hora de chegar à página 302 e ver como tudo aquilo acabava.

Claro que o livro tem o final digno de filme! Mas, as artimanhas malvadas usadas por Alice, querendo ser sempre o centro das atenções, não importa a quem esteja  machucando, ah, isso sim, é  a VIDA REAL!

O que aconteceu comigo? Eu removi minha ex-melhor amiga da minha vida. O que acontece na história de “Bela Maldade”?Corra até a livraria mais próxima para saber. Você não vai se arrepender – eu recomendo. E você também se identificar com o livro por causa de alguma “Alice” que apareceu na sua vida, fique de olhos bem abertos.

Book Trailer do livro:

Leia o primeiro capítulo aqui.

Outras capas:

Quem escreveu:

Rebecca James nasceu em Sydney, Austrália, em 1970. Antes de ter os direitos deste livro vendidos em 35 países, trabalhou como garçonete, projetista de cozinha, professora de inglês na Indonésia e no Japão, e como operadora telefônica de uma empresa de táxis em Londres. Atualmente mora na Austrália com o marido e quatro filhos.

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Autora: Richelle Mead
Editora: Agir (Ediouro)
Páginas: 432
ISBN: 9788522012091
Preço: R$ 39,90
Skoob: Link
Rating (8/10):

Olá queridos Gorilas famintos por um pouco de literatura! Nesta semana trago mais uma recomendação bem bacana: “Filha da Tempestade”. Quem curte seres sobrenaturais, magia, aventura e até um bom romance, vai adorar a trama. Garanto que este é um bom motivo pra você se exercitar correndo até a livraria mais próxima!

Filha da Tempestade – um heroína de cair o queixo

A história:

Eugenie Markham foi contratada para resolver um novo caso: o rapto de uma adolescente. O problema é que a menina não está presa no mundo dos humanos: ela foi levada para o Outro Mundo, habitado por nobres, criaturas mitológicas e almas perdidas, um lugar desconhecido e traiçoeiro. Mas Eugenie é uma poderosa xamã e já está mais do que acostumada a combater espíritos.

Antes de fazer essa perigosa transição, ela acaba conhecendo Kiyo, por quem fica atraída de forma incomum. Após uma noite tumultuada e excitante, seus sentimentos estão confusos. Sem conseguir tirá-lo da cabeça, mesmo depois de dias, Eugenie parte para o Outro Mundo.

O que era para ser uma missão breve e tranquila se torna uma grande reviravolta em sua vida. Contra a vontade, ela percebe que está cada vez mais conectada ao mundo que sempre odiou e também aos nobres — em especial a Dorian, um rei sedutor e ambicioso. Mas seu corpo ainda deseja Kiyo, e ela se vê mergulhada num ardente triângulo amoroso.

Meus pitacos:

Wow! Que livro é esse?

Esqueça todas as heroínas que você já conheceu na vida, desde a She-ra e a Mulher Maravilha até a Lara Croft. Eugenie Markham, ‘A Odile Cisne Negro’, coloca todas elas no chinelo!

São tantas coisas bacanas para destacar nesta obra, que eu nem sei por onde começar… Ok! Começarei pelo “óbvio” – a capa! Quem nunca comprou um livro pela capa, que atire a primeira pedra.

Gosto de capas assim, como a de “Filha da Tempestade”, sabe por quê? Porque ela contém vários dos elementos que você encontrará na trama. A silhueta de uma heroína, tatuagens, armas, poderes – a ilustração já “diz” muito da história.

Quesito capa, ok. Antes de prosseguir, aqui vai uma curiosidade dos muitos “TOCs” que eu tenho quando encaro um livro.

Sabe qual que é um dos meus critérios para avaliar se o livro em questão é bom? Quando ele me faz perder a estação na qual eu preciso descer no metrô – isso mesmo que você leu! “Passar da estação” significa que a história me prendeu.

Sem mais delongas, eu não tenho receio de admitir que não conhecia o trabalho da Richelle Mead. Não li sua outra série, “Academia de Vampiros” (devido a uma overdose de vampiros) mas, confesso que, depois de ler este, eu me rendi à autora. Afinal, haja criatividade!

Vamos à trama: Eugenie Markham é uma xamã que expulsa espíritos e outros seres sobrenaturais da Terra, ou seja, ela é uma espécie de exorcista, que, inclusive, foi treinada por seu próprio padrasto.

A heroína tem até uma secretária que marca e agenda todos os trabalhos para ela. Eugenie vive como uma freelancer-que-bane-espíritos-malignos e/ou seres sobrenaturais. No livro, seres do “Outro Mundo” são chamados de “nobres”, e Eugenie os odeia – essa garota é “porreta!”.

A vida de nossa protagonista é típica de uma solteirona. Eugenie vive em casa, montando quebra-cabeças, enquanto assiste Tim (amigo que mora com ela) ir às festas e baladas.

Em uma noite “forever alone”, Eugenie sai e acaba conhecendo Kiyo – um bonitão “selvagem” por quem ela se apaixona rapidamente.

Se eu continuasse a escrever aqui o que acontecesse à seguir, meu texto seria censurado. Afinal, a escritora não poupa detalhes quando descreve uma cena de sexo.

Tudo parecia lindo, até Eugenie receber um novo trabalho: resgatar uma garotinha, que foi levada por “fadas” (leia-se sempre “nobres”) para o Outro Mundo para se tornar escrava sexual de um poderoso rei.

O sequestro desperta a fúria de Eugenie, que decide atravessar para o “Outro Mundo”, a fim de salvar a menininha. Chegando lá, outro problema: nossa heroína arrebatadora de corações se vê envolvida com o poderoso Rei Dorian – meu personagem favorito!

Dorian é um “nobre”, portanto, Eugenie deveria odiá-lo também, certo? Errado. O cara é tão bom partido e atraente, que a história se transforma num triângulo amoroso – tudo isso em meio ao momento em que ela descobre coisas surreais sobre seu passado!

E agora, Srta. Markham? Qual dos dois pretendentes escolher? Como aceitar um passado tão bizarro? Conseguirá salvar a garotinha?

Por que a história me conquistou? Porque a autora usa com esperteza todos os recursos na trama: aventuras, paixões arrebatadoras, batalhas de tirar o fôlego, conflitos em família, e muito, mas muito humor. Principalmente aquele humor ácido, carregado de ironia e que faz o leitor rir alto!

Também afirmo com todas as letras que a autora Richelle Mead parece ter passado anos pesquisando sobre seres sobrenaturais e mitológicos. Êta mente fértil a desta mulher.

Filha da Tempestade” é o primeiro livro da série Dark Swan. O segundo livro, “Rainha dos espinhos”, deve chegar às lojas no mês de outubro, de acordo com a editora Agir.

Nem preciso dizer que estou me descabelando de ansiedade para ler a continuação, né? Recomendadíssimo!

OBS: “Exorcizar” um tênis da Nike? Espíritos dentro de um tênis? Pode isso produção?

OBS 2: Sobre as cenas de sexo, elas não são tããão “escancaradas” assim, mas, confesso que cheguei a ficar constrangida no metrô lendo uma cena mais atrevida. Senti o rubor arder nas bochechas, rs.

Quem escreveu:

Richelle Mead é uma leitora voraz, com uma fascinação particular por mitologia e folclore. Quando finalmente consegue se desgrudar dos livros, tanto dos que lê quanto dos que escreve, diverte-se assistindo a reality shows, viajando, testando novas misturas para seus coquetéis e comprando roupas que jamais chegará a usar. Apreciadora compulsiva de café, ela trabalha principalmente à noite e tem uma paixão por tudo o que é bizarro e cômico.

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Autora: Isaac Marion
Editora: LeYa
Páginas: 252
ISBN: 9788580440331
Skoob: Link
Rating (10/10):

Olá Gorilas queridos!

Cá estou novamente para trazer mais um livro bacana que eu li e recomendo. Uma leitura fácil e perfeita pra quem quer simplesmente se distrair. Nada muito complexo ou filosófico. O livro de hoje é “Sangue Quente” – legal dar uma conferida na história porque, em breve, ela estará nas telonas!

A história

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.

Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

Meus pitacos

Penetrante. Cheguei ao final da última página. Suspirei. Fechei o livro. Encarei a capa por alguns instantes segurando forte o livro entre as mãos como se a história fosse escapar. Respirei bem fundo e, por fim, pensei: “Ok, estou apaixonada por um Zumbi”.

Poucas vezes um livro me tocou de forma tão forte. Mas, para entender o porquê, vamos voltar um pouquinho no tempo…

Em geral, quando eu pego um livro para ler, eu faço o óbvio: olho bem a capa, dou uma checada na quantidade de páginas, e, corro para a sinopse!  Confesso que ultimamente estava meio broxada porque tudo o que tem aparecido na minha frente é “literatura fantástica”. Gente, nada contra histórias sobrenaturais, eu as adoro, mas acho que tudo tem um limite.

Esse surto de “vampiros e bruxos” evoluiu demais: você acorda achando que é uma sereia, passa o dia crente que é uma fada com superpoderes, brinca de bruxa, finge ser vampira, e, quando a noite chega, você dorme como um anjinho, ou ainda como um nefilim ou “qualquercoisaparecida” já que o conceito é o mesmo, só mudam as histórias.

No meio de tantos seres de “outro mundo”, eu pego um livro intitulado “Sangue Quente” e, justamente na sinopse, vejo que é sobre zumbis. Claro que o meu pensamento imediato foi: “Ah, não! Mais um livro deste tipo! Agora ‘a onda é escrever sobre zumbis’”.

E piorei nos pré-julgamentos: “O quê? É um romance? Vai ter amor entre zumbi e ser humano? Isso é demais para mim, mas vou dar uma chance, vai. Tá todo mundo falando…”.

Ao iniciar a leitura fui literalmente sugada por uma narrativa gostosa, rica em descrição e, acima de tudo, envolvente. Tudo no melhor estilo “seria hilário se não fosse trágico”. Sim, porque estamos falando do seguinte cenário: um mundo pós-apocalíptico em que poucos sobreviveram e o restante virou zumbi.

Mas, com um “mero” detalhe: os vivos moram em pequenas sociedades dentro de estádios de futebol porque são mais seguros (oi!?); já os zumbis vivem aos bandos (também como uma espécie de sociedade), porém, em lugares como, ahn…err… um aeroporto!

– Peraí Karina, para tudo: humanos em estádios de futebol e zumbis em aeroportos?

– SIIIMMM! Não é louco e fascinante?

Nosso “herói-zumbi” que atende por “R” costuma sair sempre com o resto do bando para as suas caçadas. E o que os zumbis comem mesmo, hein?

Quem pensou “Cééééérebro”, acertou!

Afinal, “R” é um zumbi e como qualquer outro precisa se alimentar.

Mas, o grande diferencial é que “R” tem uma certa “consciência”. Ele não fica se rastejando por todos os lados sem rumo. Ele quer ir além: quer saber quem ele foi, de onde veio, qual era a profissão dele enquanto era vivo; que realmente aconteceu ao mundo. Ele até conseguiria dar risada, se seus lábios não estivessem apodrecendo…

Nesta busca por sua identidade, já que ele não consegue se lembrar nem de seu nome inteiro, ele acaba conhecendo Julie – uma garota cheia de VIDA que mora com sua comunidade em um estádio. De repente, algo começa a mudar e a se transformar lentamente…
E foi exatamente neste ponto que o livro me cativou. Na verdade, essa é a grande sacada da trama!

O livro tem romance, drama, companheirismo, além, é claro, de cenas bizarras e umas “viagens” incompressíveis do autor estreante (leia abaixo o perfil dele e você vai entender como ele é bizarro!).

Nosso amigo-zumbi “R”, por exemplo, só consegue falar no máximo, até quatro palavras seguidas, o resto sai como um grunhido engasgado (claro, não esperemos que zumbis tivessem uma dicção perfeita), e nem queira saber como os zumbis fazem sexo. Argh!

Uma das coisas mais bacanas é o fato do livro ser narrado pelo ponto de vista de um zumbi. Geralmente, vemos na mídia, zumbis que apenas vagam em busca de humanos. Eles são retratados como monstros temidos comedores de carne humana. O próprio filme “Eu sou a Lenda” que não me deixa mentir…e tantos outros!

Em “Sangue Quente” você vai estar na pele (ai, que nojo!) de um zumbi. Ou melhor, vai estar na mente pensante de um zumbi e vai descobrir com ele o quão doloroso é não sentir nada. Não ter nada. Nem sequer um passado ou tão pouco, uma vida!

Eu mais do que RECOMENDO essa leitura! Espero sinceramente que o escritor não pare por aí…

Certifique-se sempre de NÃO estar comendo nada durante a leitura do livro. Existem vários momentos de “Oun, que fofo”, porém, o livro está recheado de cenas como “Ecat, que nojo, urgh!”.
Em tempo

1. Na capa do livro tem uma citação da Stephenie Meyer (autora da série “Crepúsculo”) dizendo que ela ficou muito tempo pensando na história depois de ler “Sangue Quente”. O mesmo acontece comigo. Há semanas li a obra e o “R”
ainda está presente na minha cabeça.

2. Hollywood comprou os direitos da história, portanto, em breve, teremos “Sangue Quente” nas telonas. Teresa Palmer (O Aprendiz de Feiticeiro) e Nicholas Hoult (que fez o Fera de X-Men – Primeira Classe) devem ser Julie e R nos cinemas.

OBS: Meu namorado está ciente desta minha paixão platônica por um zumbi chamado R. No momento, ele está lendo o livro…Só espero que ele também não se apaixone pela Julie, rs.

Quem escreveu


Isaac Marion nasceu no noroeste de Washington, em 1981, e morou a vida inteira nos arredores de Seattle, onde trabalhou como instalador de dutos de aquecimento, segurança de estações de energia e em empregos estranhos, como entregador de leitos de morte para pacientes de hospício e supervisor de visitas de pais em orfanatos. Ele não é casado, não tem filhos, não fez faculdade e nem ganhou prêmios. Sangue Quente é o seu primeiro romance e foi vendido para diversos países. Muito em breve, se o mundo não acabar, o filme baseado nesta obra chegará aos cinemas.

Estreando a minha coluna aqui no Gorila Polar, como boa Gorila Fêmea que sou, vou começar “pegando leve”.

Autora: Hilary Duff
Editora: iD
Preço: R$ 34,50
Rating (8/10):

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro se aproxima (começa na primeira semana de setembro) e não se fala em outra coisa: a vinda de Hilary Duff ao Brasil para divulgar seu livro de estreia como escritora.

Daí, vem as perguntas: Hilary Duff?

Não é a mesma que tentou carreira como atriz (e não vingou?); Aquela que tentou ser cantora (e não deu certo?); A mesma que agora se lança na literatura de forma ousada (por que não?) e, para a minha surpresa, de forma incrível e surpreendente.

Seu primeiro livro, batizado de Elixir, faz parte de uma série. Vamos à sinopse:

Elixir – Uma Alma Gêmea para a vida ou a morte

Com seus dezessete anos, Clea Raymond vem sentindo o brilho dos holofotes desde que nasceu. Filha de um renomado cirurgião e uma importante política, ela se tornou uma talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos.

No entanto, após seu pai ter desaparecido em uma missão humanitária, Clea começa a perceber imagens sinistras e obscuras em suas fotos revelando um belo homem que ela nunca viu antes. Quando o destino faz Clea se encontrar com esse homem, ela fica espantada pela conexão forte e instantânea que sente por ele. Conforme se aproximam e se envolvem no mistério do desaparecimento do pai de Clea, eles descobrem a verdade secular por trás dessa intensa ligação.

Comprar ou não comprar?

Surpresa. Essa foi a sensação que senti após fechar o livro “Elixir”. Uma surpresa boa, principalmente por todo o contexto que envolve essa publicação.

Calma, que eu explico: Hilary Duff é famosa por sua carreira como atriz, cantora, estilista, projetos sociais, e por aí vai…

Daí, eis que a mulher-faz-tudo também lança um livro? Pera lá! Minha primeira reação quando soube, foi torcer o nariz. Eu torceria do mesmo jeito se fosse um livro da Britney Spears ou da Lady GaGa. Pensei: “mais uma ‘celebridade’ que está querendo aparecer à custa de uma obra literária”.

Me precipitei: vi a foto da Hilary enorme na contra capa do livro no melhor estilo “sou diva”, julguei o conteúdo e critiquei a sinopse. Mas, eu ADORO ESTAR ERRADA em um caso como este.

Ao começar minha leitura, me deparei com uma incrível forma de narrativa em que, quanto mais você avança na leitura, mais você devora o livro ansioso pelo desfecho. Posso até me adiantar dizendo que, do meio da obra, para o final, eu não consegui largar o livro.

Como sugere a sinopse, o livro conta a história de Clea, filha de um importante cirurgião e uma senadora muito ativa na política, que possui uma paixão: a fotografia.

Após o desaparecimento de seu pai no Brasil, Clea nota que um homem misterioso aparece em suas fotos, e, pra piorar, ela começa a sonhar com ele: ora são pesadelos, ora sonhos românticos.

Clea se vê em meio a um romance sobrenatural, que muitas vezes tem cara de romance policial, já que a trama fala sobre desaparecimento, possíveis suspeitos, perseguições e muito, mas muito mistério.

Ao lado de seu melhor amigo Ben (e possível pretendente) a nossa protagonista passa por Nova York, Tóquio e Brasil em busca de pistas sobre o paradeiro de seu pai. Ele estaria morto? Estaria em perigo?

Ela vem ao Rio e é aqui em nosso país, mais precisamente na época do Carnaval, que a história toma um ritmo alucinante. Na praia, Clea encontra o “famoso” homem dos seus sonhos (literalmente) e é aí vem à tona as questões intrigantes do livro e que começam a ser esclarecidas aos poucos…

Aquele homem misterioso dos sonhos de Clea, seria um anjo da guarda?

Um assassino?
A sua alma gêmea?
Uma espécie de espírito maligno?
Um psicopata em potencial?

Todas essas perguntas são jogadas para o leitor, que fica cada vez mais apreensivo tentando tirar suas conclusões. Eu confesso que fiquei totalmente intrigada, querendo entender logo o que estava acontecendo com Clea.

Outros detalhes, como, o porquê do nome “Elixir”, ou o fato da capa do livro trazer uma imagem da flor de Íris, tudo isso é explicado no decorrer da história. Graças ao enredo que é “amarrado” de uma forma brilhante, sem deixar passar nada despercebido.

Conclusão: paguei a língua, como se costuma dizer.

E vou além: de todas as “Hilarys” que conheci na mídia, essa “versão” escritora foi a que mais me agradou!

Espero ansiosa pela sequência da história, já que o livro termina e você fica com vontade de berrar:

– Quero maaaaais! Cadê o resto manhêêêê? Rs.

Aos fãs da Hilary Duff, que ainda não compraram o livro, corram até a livraria mais próxima.

Aos que não conhecem o trabalho da artista, ou, aos que como eu, julgaram antes de ler, quebrem o preconceito!

Celebridade ou não, a história é incrível e vale a pena ser apreciada capítulo por capítulo. Ok, eu não apreciei, eu o devorei! Não tem como não curtir…