Home Colunas

Penny Dreadful

Penny Dreadful é uma boa série de horror que está em cartaz atualmente, está longe de ser perfeita, tem altos e baixos mas é totalmente recomendável por conta de sua lindíssima ambientação, momentos de bom horror, visuais deslumbrantes e um elenco estelar!

O nome da série vem das revistas populares do século 19 que custavam um centavo (Penny), nelas se encontravam histórias cheia de sangue, assassinato, ocultismo e sexo! Era o entretenimento pra quem era da classe mais pobre daquela época.

Uma co-produção da Showtime e Sky, a série mistura vários personagens de obras clássicas da ficção, une todos numa Londres vitoriana no século 19. podemos dizer que é a melhor produção trans mídia da Liga Extraordinária de Alan Moore, mas sem ser a Liga do Moore!

20140509HOPennyDreadful2-1

 

A trama da série se baseiam na luta de Sir Malcolm Murray em encontrar sua filha desaparecida, e pra conseguir isso ele se junta a Vanessa Ives ( Eva Green) e ao pistoleiro de aluguel Ethan Chandler (Josh Hartnett), que no decorrer da série também se mostram familiarizados com a escuridão.

O design de produção é primoroso, as roupas, os ambientes, as criaturas, tudo está muito acima do que se espera de um seriado com temática sobrenatural como Penny Dreadful, tudo é magnificamente macabro.

Além disso há subtramas muito interessantes, como a luta da Criatura (Rory Kinnear) de Frankstein contra a solidão e em busca de um propósito, também temos as interações de Ives e Chandler com o desconcertante Dorian Gray. E ela mescla muito bem diálogos tensos, imprecisos e assustadores com a excitação de cenas de ação e horror. As cenas de possessão são memoráveis graças a performance e os arrepiantes encontros de Eva com seres das trevas.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que Eva Green é de longe a melhor atriz da serie e isso reflete diretamente em sua personagem, a enigmática Vanessa Ives. Sua performance é impecável, ela convence tanto no papel da contida e enigmática assessora de Sir Malcom Murray  como também na atormentada vítima de possessões demoníacas! Ela é incrível! Há momentos que sua beleza exótica e sensualidade dão lugar a um desfigurado ser que definha em uma cama, atormentado por demônios. E mesmo quando está no papel da Vanessa “normal” podemos ver que a todo momento ela reluta com algo que a consome internamente.

penny-dreadful-season-2-vanessa-ives-eva-green

penny-dreadful-halloween-special

Num seriado onde temos Dorian Grey (Reeve Carney), o Dr. Victor Frankestein ( Harry Treadway) e Abraham Van Helsing ( David Warner) é exatamente a personagem de Eva que rouba a cena.

A trama vai se expandindo e revelando as várias facetas dos personagens e tem um final muito bom que garantiu a segunda temporada do seriado.

Mas como disse há algumas coisas que podem incomodar principalmente o ritmo da série. Alguns episódios que trazem uma grande progressão pra história, são acompanhados por outro mais lento, praticamente é uma puxada de freio de mão. Por ser uma série “adulta” as insinuações de sexo e nudez pode não agradar aos mais conservadores. Mas não é nada que seja explicito ao extremo.

Se você é fã de histórias de horror e mistério, e gosta de histórias ambientadas na era vitoriana Penny Dreaful, com certeza é uma indicação certa! Se você não viu Penny Dreadfull, aproveite que a primeira temporada está disponível no Netflix.

Dia 24 de julho de 2015 estreou no Canal SyFy a série Dak Matter, trata-se de uma série de ficção científica criada por Joseph Mallozzi e Paul Mullie baseada em uma Hq com o mesmo nome.

Seis pessoas despertam do estado de estase e descobrem estarem abordo de uma nave espacial a deriva e danificada mas nenhuma delas têm ideia de quem são. As únicas coisas que se mantém intactas são suas habilidades e conhecimentos técnicos.

dark-matter2

O elenco nos é apresentado e nomeado de acordo com a ordem que despertam One (Marc Bendavid) o bom moço, Two (Melissa O’Neil) a Líder durona, Three (Anthony Lemke) o babaca truculento, Four (Alex Mallari Jr.) o bad-ass misterioso, Five (Jodelle Ferland) uma estranha garota , Six (Roger Cross) o piloto e a Androide (Zoei Palmer). Após o começo turbulento, os personagens descobrem que estão transportando um carregamento de armas.

syfy-dark-matter-pilot-melissa-oneil

A trama vai ganhando corpo e então somos apresentados a uma colônia de mineiros preste a ser alvo de um ataque de uma grande Corporação: a Ferrous Corp – que deseja erradicar essa colônia e fazer o planeta uma base para extração de minérios em um asteroide próximo.

A tripulação da nave misteriosa se vê diante de um dilema, ajudar os mineiros ou deixá-los a própria sorte? E pra complicar mais ainda a trama, uma revelação sobre a real identidade dos tripulantes pode mudar tudo.

Esse é o piloto de Darker Matter e pode-se dizer que é uma série com um conceito interessante, mas tem uma narrativa simples, que mantém o padrão efeitos especiais das séries da Syfy e apresenta interpretações que não são das melhores.

DarkMatter_photogallery08_FULL

O que chama atenção é que se trata de mais uma série com uma figura feminina central de personalidade forte, a personagem Two é posta como líder natural da equipe.

Os efeitos especiais me pareceram um pouco melhores que os da série KillJoys, provavelmente por que boa parte da trama será desenvolvida a bordo da nave, mas estão longe de serem primorosos.

Mas vale a pena ver Dark Matter? Eu gostei do piloto, que por sinal é dividido em duas partes, pois conseguiu me vender a ideia e me manter focado na trama. Pra quem gosta do gênero e não se incomoda com uma narrativa simples e os efeitos especiais, pode ser um bom entretenimento.

Vejamos se Dark Matter sobrevivera a sua primeira temporada.

killjoys_tv_series-1366x768

KillJoys é uma produção canadense que acaba de estrear no SyFy.
Baseado em um roteiro original sobre um trio de caçadores de recompensa intergaláticos formado por dois irmãos e uma mulher que se dedicam a localização, captura ou execução de “pacotes” humanos.

No piloto da série somos apresentados a John (Aaron Ashmore, Smallville e o Homem de Gelo da franquia X-men) e sua exoticamente bela companheira de trabalho (e líder) Dutch (Hannah John-Kamen). Ambos trabalham juntos a seis anos, mas mantem uma estrita relação de trabalho e realmente não sabem muito sobre o outro. Quando um de seus contratos envolvem a execução do irmão mais velho de John, Davin (Luke Macfarlane) ,o que o leva a tomar uma atitude drástica e burlar uma das normas mais importantes da hierarquia de caçadores, não se deve pegar um contrato acima da sua patente. E a partir daí a dinâmica da série muda e vemos que muitos dos segredos que eles guardam começam a ter peso na trama.

Não é uma série cerebral, que vá agradar o fã de ficção cientifica inteligente, é uma série com muita ação, alguns clichês com direito a cena de luta num corredor e câmera lenta. Mas se você e como eu e gosto de um bom clichê, essa sere pode agradar.

Mas não posso ser injusto, a série tem conteúdo pra ser algo maior, sim, existe uma história de fundo político a se for abordada, e isso pode garantir mais profundidade ao seriado. Na trama existe uma megacorporação chamada ” The Company” que está escondendo algo por baixo dos panos e no piloto há uma pequena arranhada nesse mistério, alem disso o enredo mostra , superficialmente, que há vários abusos sendo cometidos pelo do governo e uma conspiração começa a ser formar para derrubá-lo.

killjoys

A criador da série é Michelle Lovretta, a mesma de ‘Lost Girl’, outra série canadense de fantasia, com várias boas ideias e uma heroína central, sim KillJoys é protagonizada por uma mulher.

Por ser uma produção do SyFy, os efeitos especiais, padrões de qualquer seriado de Ficção científica, estão presentes, além de muitos cenários ambientados em fábricas abandonadas (pra garantir aquele visual distópico) e lutas (nem sempre bem coreografadas), mas gente é o piloto, dá pra relevar algumas coisas. E como o roçamento não deve ter sido grande coisa, não vemos nenhum tipo de alienígena, são todos humanos, no máximo com representação multicultural restrita ao cenário.

LUCY

Todos os três atores estão muito bem no piloto, a cada um é dada a chance de brilhar, e cada background possibilita que eles possam se aprofundar mais ainda.

Então se você é fã da temática de ficção cientifica, quer assistir algo leve, que garanta um entretenimento agradável, dê uma chance a “KillJoys” e torçamos para que a série corresponda a isso.

o-KILLJOYS-facebook

0 4854

15301-1-1100

Hoje vou fazer um review de um filme que passaria despercebido tranquilamente por mim. Primeiramente porque não é um filme que recebeu algum tipo de divulgação massiva, tão pouco é um blockbuster de ação, mas pra minha surpresa é uma boa ficção científica.

Estou falando do filme “Advantageous” de 2015 da Diretora Jeniffer Phang e que está disponível no Netflix.
A sinopse diz o seguinte: “Em um futuro próximo em que as dificuldades econômicas são ofuscadas, Gwen (Jacqueline Kim) e sua filha, Jules, fazem o possível para manter a alegria perante a instabilidade do mundo. Gwen é a porta-voz de uma tecnologia radical que permite que as pessoas superem suas desvantagens naturais e comecem uma nova vida. Com seu trabalho e vida ameaçada, a pergunta é se Gwen irá ou não se submeter ao procedimento”.

A sinopse não ajuda muito a entender a proposta do filme, porque ela mostra pouco sobre o drama que envolve a história.

Desde o começo do filme somos apresentados a tecnologia avançada desse mundo, as pessoas usam telefones praticamente invisíveis, existem vídeo conferências feitas através de hologramas, mas tudo isso é mostrado de forma sutil.

O filme deixa subentendido que as ofertas de empregos são bem escassas, já que muitos trabalhos foram automatizados, a polícia por exemplo, é totalmente robótica e o patrulhamento é feito por drones, até funções primordiais para os seres humanos, tais como Professor, foram substituídas por alta tecnologia; em certo momento a protagonista fica surpresa ao perceber que um serviço que ela usa é feito por um ser humano. Além disso a grande quantidade de arranha-céus, deixa claro que há uma super-população.

As mulheres são as mais afetadas nesse mundo, pois ao chegarem a uma certa idade, são demitidas e passam a não conseguir uma recolocação profissional. As corporações passam a demiti-las pois, segundo a sua lógica, mesmo que essas cheguem a uma situação de miséria, não ser tornam violentas como os homens, quando chegam a mesma situação.

Advantegous-1

Existem algumas cenas que mostram bem a situação da mulher nesse mundo. Em uma delas ouve-se uma notícia de que a prostituição infantil apresenta uma crescimento alarmante, numa segunda tomada, a protagonista do filme está num parque, sentada num banco, quando ao fundo, se aproxima uma mulher com roupas bem provocativas mas usando uma máscara, essa mulher se colocam atrás de uma arvore e passa a trocar as roupas por outras mais comuns, ela tira a máscara e vemos que é apenas uma adolescente.


Em outro momento a protagonista encontra uma menina deitada em um jardim, num estado claro de abandono.

Gwen Koh é a protagonista desse drama, uma mãe solteira com uma filha de 13 anos, que vive em um centro urbano genérico que se assemelha a Nova York. Gwen é “porta voz” do Centro de Saúde Avançada e de Bem-estar, uma empresa que oferece tratamentos de saúde e beleza da próxima geração.

advantageous-jaqueline-kim

Quando sua segurança no emprego está ameaçada – o Centro decide que ela se parece muito velha e precisa de alguém com uma aparência melhor – Gwen se vê em uma situação limite onde sua única solução, pra fugir da miséria, é aceitar ser submetida a tratamentos experimentais, a fim de ganhar dinheiro suficiente para manter sua filha em uma escola de prestígio. Só que as repercussões dessa decisão serão irrevogáveis.

Advantageous_Still_-_Samantha_Kim_3

Advantageous é um critica clara ao mundo que estamos criando e também ao atual momento em que vivemos, onde uma pessoa é julgada pelo seu valor estético e não por seu potencial. Onde as pessoas são levadas a tomar certas atitudes drásticas para poder garantir sua sobrevivência. Jennifer Phang usa o ponto de vista feminino pra construir essa critica ao nosso mundo, através da ficção científica.

Não é um filme pra qualquer um, é basicamente fundamentado em diálogos, tem ritmo lento e seus efeitos especiais são apenas um instrumento da narrativa, mas se você tiver um pouco de boa fé, vai ter uma ótima experiência.