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No artigo anterior escrevi sobre o início do “namoro” quadrinhos e cinema, as primeiras experiências nas décadas de 40, o primeiro “boom” no fim a década de 70 e meados de 80 e por fim, os terríveis anos 90.

Anos 2000

Em 2000 estreou um filme que faria os produtores de Hollywood voltar os olhos novamente para os quadrinhos: “X-men: o Filme”. Com o custo de 75 milhões, podemos dizer que X-men teve um orçamento modesto perto da média dos blockbusters hollywoodianos (custam em média mais de 100 milhões) e mesmo assim teve sucesso de público e boa aceitação por parte da crítica.

 No enredo do primeiro filme, Magneto (Ian McKellen) e sua Irmandade dos Mutantes, tramam transformar os líderes das Nações Unidas em Mutantes através de um processo artificial, porém esse processo acaba resultando na morte de quem é submetido a ele. Cabe então a Professor Xavier (Patrick Stewart) liderar sua equipe de mutantes formada por Ciclope (James Marsden), Jean Grey (Famke Janssen), Tempestade (Halle Berry), Vampira (Anna Paquinn)  e Wolverine (Hugh Jackman), na luta para impedir os planos de Magneto. “X-men: o Filme”  faturou 296 milhões.

Dois anos depois foi lançado um dos maiores blockbusters de todos os tempos: Homem-Aranha (2002).  O sucesso de bilheteria e vendas de DVD, fez com que, ao longo dessa década, vários filmes de super-heróis fossem lançados, incluindoDemolidor (2003), A Liga Extraordinária (2003), Hulk (2003) , Mulher-Gato (2004), Hellboy (2004), The Punisher (2004), Batman Begins (2005), Quarteto Fantástico (2005), Motoqueiro Fantasma (2007), 300 (2007), Homem de Ferro (2008), O Incrível Hulk (2008) Watchmen (2009), Kick-Ass (2010) , Jonah Hex (2010)  e Homem de Ferro 2 (2010).

Não só filmes originais mas muitas seqüências e spin-offs (franquias) também foram lançadas:  Blade II (2002), X2: X-Men ll (2003), Homem-Aranha 2 (2004), Blade: Trinity (2004), Elektra (2005), X-Men: O Confronto Final (2006), Superman: o Retorno (2006), TMNT – Tartarugas ninjas (2007), Homem-Aranha 3 (2007), Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), Hellboy 2: O Exército Dourado (2008), O Cavaleiro das Trevas ( 2008), X-Men Origins: Wolverine (2009).

Vale à pena lembrar que “Batman: O Cavaleiro das Trevas” é o filme de super-herói com a maior bilheteria da história do cinema: 1 BILHÃO DE DOLARES. Atualmente, é  a sétima maior bilheteria do cinema e também recebeu a maior quantidade de indicações para o Oscar que um filme do gênero já teve: oito indicações, tendo vencido em duas categorias: Melhor Ator Coadjuvante (um prêmio póstumo para Heath Ledger) e Melhor Edição de Som (Richard King).

Ano: 2011

Esse ano começou muito animado no que diz respeito às produções de filmes até o mês de Junho tivemos a estréia de: Besouro Verde, Thor, X-men First Class e Capitão América.

E estamos as vésperas das estréias de Lanterna Verde (19 de Agosto), Conan (19 de agosto), datas de estréia no Brasil.

O Futuro

A Marvel preparou o projeto mais audacioso para 2012, “The Avengers”, após produzir os Filmes de Hulk, Thor, Homem de Ferro e agora Capitão América, a “Casa das Idéias” lançará o longa de um dos grupos de heróis mais famosos dos quadrinhos, os Vingadores.

Para os que são fãs de quadrinho essa é uma das notícias mais excitantes dos últimos tempos,  a Marvel  arrisca muito ao fazer um filme com tantos personagens antológicos, mas acredito muito que será  (no mínimo) um dos melhores filmes de 2012, principalmente se o enredo for baseado nos quadrinhos dos Ultimates ( Os Supremos).

Entre os projetos de 2012 teremos a sequência de Batman, The Dark Knight Rises (2012) de Christopher Nolan, bem como um reboot  de Homem-Aranha intitulado The Amazing Spider-Man (2012) e a próximo Superman , Man of Steel (2012)dirigido por Zach Snyder.

Como podemos ver Hollywood se rendeu ao gênero dos filmes de Super-heróis.

Por hoje é só pessoal, volto em 15 dias e na próxima coluna falarei sobre uma série que está abalando o pilares do universo Marvel: Fear Itself! Até Lá! Vida Longa e Próspera!

Estreando a minha coluna aqui no Gorila Polar, como boa Gorila Fêmea que sou, vou começar “pegando leve”.

Autora: Hilary Duff
Editora: iD
Preço: R$ 34,50
Rating (8/10):

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro se aproxima (começa na primeira semana de setembro) e não se fala em outra coisa: a vinda de Hilary Duff ao Brasil para divulgar seu livro de estreia como escritora.

Daí, vem as perguntas: Hilary Duff?

Não é a mesma que tentou carreira como atriz (e não vingou?); Aquela que tentou ser cantora (e não deu certo?); A mesma que agora se lança na literatura de forma ousada (por que não?) e, para a minha surpresa, de forma incrível e surpreendente.

Seu primeiro livro, batizado de Elixir, faz parte de uma série. Vamos à sinopse:

Elixir – Uma Alma Gêmea para a vida ou a morte

Com seus dezessete anos, Clea Raymond vem sentindo o brilho dos holofotes desde que nasceu. Filha de um renomado cirurgião e uma importante política, ela se tornou uma talentosa fotojornalista, refugiando-se em um mundo que a permite viajar para diversos lugares exóticos.

No entanto, após seu pai ter desaparecido em uma missão humanitária, Clea começa a perceber imagens sinistras e obscuras em suas fotos revelando um belo homem que ela nunca viu antes. Quando o destino faz Clea se encontrar com esse homem, ela fica espantada pela conexão forte e instantânea que sente por ele. Conforme se aproximam e se envolvem no mistério do desaparecimento do pai de Clea, eles descobrem a verdade secular por trás dessa intensa ligação.

Comprar ou não comprar?

Surpresa. Essa foi a sensação que senti após fechar o livro “Elixir”. Uma surpresa boa, principalmente por todo o contexto que envolve essa publicação.

Calma, que eu explico: Hilary Duff é famosa por sua carreira como atriz, cantora, estilista, projetos sociais, e por aí vai…

Daí, eis que a mulher-faz-tudo também lança um livro? Pera lá! Minha primeira reação quando soube, foi torcer o nariz. Eu torceria do mesmo jeito se fosse um livro da Britney Spears ou da Lady GaGa. Pensei: “mais uma ‘celebridade’ que está querendo aparecer à custa de uma obra literária”.

Me precipitei: vi a foto da Hilary enorme na contra capa do livro no melhor estilo “sou diva”, julguei o conteúdo e critiquei a sinopse. Mas, eu ADORO ESTAR ERRADA em um caso como este.

Ao começar minha leitura, me deparei com uma incrível forma de narrativa em que, quanto mais você avança na leitura, mais você devora o livro ansioso pelo desfecho. Posso até me adiantar dizendo que, do meio da obra, para o final, eu não consegui largar o livro.

Como sugere a sinopse, o livro conta a história de Clea, filha de um importante cirurgião e uma senadora muito ativa na política, que possui uma paixão: a fotografia.

Após o desaparecimento de seu pai no Brasil, Clea nota que um homem misterioso aparece em suas fotos, e, pra piorar, ela começa a sonhar com ele: ora são pesadelos, ora sonhos românticos.

Clea se vê em meio a um romance sobrenatural, que muitas vezes tem cara de romance policial, já que a trama fala sobre desaparecimento, possíveis suspeitos, perseguições e muito, mas muito mistério.

Ao lado de seu melhor amigo Ben (e possível pretendente) a nossa protagonista passa por Nova York, Tóquio e Brasil em busca de pistas sobre o paradeiro de seu pai. Ele estaria morto? Estaria em perigo?

Ela vem ao Rio e é aqui em nosso país, mais precisamente na época do Carnaval, que a história toma um ritmo alucinante. Na praia, Clea encontra o “famoso” homem dos seus sonhos (literalmente) e é aí vem à tona as questões intrigantes do livro e que começam a ser esclarecidas aos poucos…

Aquele homem misterioso dos sonhos de Clea, seria um anjo da guarda?

Um assassino?
A sua alma gêmea?
Uma espécie de espírito maligno?
Um psicopata em potencial?

Todas essas perguntas são jogadas para o leitor, que fica cada vez mais apreensivo tentando tirar suas conclusões. Eu confesso que fiquei totalmente intrigada, querendo entender logo o que estava acontecendo com Clea.

Outros detalhes, como, o porquê do nome “Elixir”, ou o fato da capa do livro trazer uma imagem da flor de Íris, tudo isso é explicado no decorrer da história. Graças ao enredo que é “amarrado” de uma forma brilhante, sem deixar passar nada despercebido.

Conclusão: paguei a língua, como se costuma dizer.

E vou além: de todas as “Hilarys” que conheci na mídia, essa “versão” escritora foi a que mais me agradou!

Espero ansiosa pela sequência da história, já que o livro termina e você fica com vontade de berrar:

– Quero maaaaais! Cadê o resto manhêêêê? Rs.

Aos fãs da Hilary Duff, que ainda não compraram o livro, corram até a livraria mais próxima.

Aos que não conhecem o trabalho da artista, ou, aos que como eu, julgaram antes de ler, quebrem o preconceito!

Celebridade ou não, a história é incrível e vale a pena ser apreciada capítulo por capítulo. Ok, eu não apreciei, eu o devorei! Não tem como não curtir…

Stanley Thornton Jr tem 30 anos e levava uma vida normal fora de casa. Acordava cedo para trabalhar, desempenhava bem sua função dentro de uma empresa, ria com seus amigos e almoçava atualizando seus e-mails. Stanley é gordo, pesa mais de 150 quilos, e por causa da timidez não costuma ter muito contato com garotas.

A vida de Stanley não é muito diferente da de algumas pessoas que convivemos, a não ser por um pequeno detalhe:

Quando está em casa Stanley gosta de vestir um de seus pijaminhas coloridos, chupar sua chupeta e brincar com seus carrinhos e bonequinhos. Mas Stanley não pode ficar se divertindo até tarde e quando chega perto das 21hs Sandra Diaz, sua babá, o coloca para dormir em seu bercinho, não sem antes conferir se Stanley “recheou” suas fraldas.

Sandra não tem nenhum parentesco com Stanley, e se você acha que ela pode ser sua amante está completamente enganado. Sandra é apenas a companheira de quarto do bebezão e topou encarar o estilo de vida do rapaz em troca de um teto para morar e um salário mensal.

Acha que essa história está muito estranha? Pois saiba que há uma intenção maligna por trás disto tudo. Devido a esta “pequena” esquisitice o rapaz conseguiu uma polpuda contribuição do governo por ser considerado incapaz. Ele largou o emprego de segurança, adaptou toda a sua casa construindo moveis infantis na proporção de um adulto e conseguiu uma pensão alegando infantilismo.

Mas a brincadeira de Stanley está com os dias contados, pelo menos é o que garante o Senador de Oklahoma Tom Coburn que descobriu a mamata do rapaz e tem feito de tudo para cortar os benefícios e colocar o bebezão de castigo. E nem adianta fazer birra agora Stanley, pode engolir o choro!

Pois é querido Gorila… e você achando que já havia visto de tudo neste mundo heim?

Direto de algum lugar abaixo do Polo Norte
Igor Pallaro, Correspondente Internacional

69 7956

Olá amigo Gorila…

Estamos passando por um momento de mudanças no site e a principal mudança diz respeito a produção de material exclusivo. Para que isso aconteça nos passaremos a contar a partir deste mês com colunas fixas e atualizadas quinzenalmente.

Mas que colunas são essas? E quem serão esses colunistas?

Identidade Secreta: Kleber Ivo é designer gráfico e apaixonado por cinema e quadrinhos. Nesta coluna (que já começou a ser publicada) ele falará sobre o mundo da fantasia e dos super-heróis. Criticas e dicas de filmes e HQs, novidades relacionadas ao tema, biografias de personagens conhecidos ou anônimos e curiosidades que você nem imagina. Kleber Ivo tira a máscara de nossos heróis preferidos e nos revela a sua Identidade Secreta!

Porre Literário: Karina Andrade é jornalista da Rádio Fast89 fm. Apaixonada por literatura ela é responsável pela coluna Contra Capa do site da Fast89 e dividirá um pouco desta paixão pelos livros conosco. Em seu espaço aqui no Gorila, Karina pretende levar o leitor a ter um verdadeiro Porre Literário com dicas de lançamentos e livros que fizeram com que ela se apaixonasse pela nobre arte da literatura.

Vale Quanto Pesa: Dvd Castillo é nosso velho conhecido, desde o início do site ele nos fala de cinema e curiosidades, além de fazer parte do elenco fixo de nosso GorilaCast. Nessa nova coluna Dvd contará com muito humor os desafios de ser gordo em um mundo feito para magros.  São textos curtos, leves (olha a ironia) e bem humorados, garantia de boas risadas!

Diz aí, Doctor Du: Eduardo Justino, nosso querido Doctor Du, é outro velho conhecido de todos nós. Doctor Du dividirá conosco todo o seu conhecimento e sabedoria uma vez por mês nesta coluna. Aguarde para saber a resposta de dilemas como: O que é o soluço? Porque bocejar contagia? Quantas vezes piscamos ao dia? – Essas e outras questões importantíssimas serão enfim respondidas.

Abaixo do Polo Norte: Igor Pallaro enfim está de volta! Depois de viajar o mundo todo buscando notícias ele retorna a nosso site e agora terá uma coluna só para ele. Tudo o que de mais estranho e pitoresco acontece Abaixo do Polo Norte você saberá através da visão peculiar de nosso correspondente internacional.

Por enquanto é só… 5 novas colunas e time muito bem reforçado. E novidades ainda devem pintar por aqui!

Karina Andrade e Kleber Ivo, boa sorte e bem-vindos ao time. Vida longa e próspera à coluna de vocês!

Salve gorilada! Neste artigo quero falar sobre o novo status dos quadrinhos no mundo do cinema.

(Clique aqui para ler a segunda parte deste artigo)

Desde muito tempo atrás os quadrinhos flertam com a sétima arte, não é de hoje que obras dos quadrinhos inspiram e são adaptadas para as telonas. Quem já não assistiu na Sessão da Tarde ou na tela de sucesso algum filme antigo de super-heróis?

Lembro que em meados dos anos noventa eu  assistia a filmes como Capitão América (sim capitão América já teve um filme), Flash Gordon, Batman (o seriado) e outros super-heróis na telinha da TV. Eram em geral, produções toscas, sem muitos recursos financeiros, filmes feitos, acredito eu, apenas pra agradar um seleto público de fãs e gerar alguma renda além das publicações mensais.

Mas como tudo começou?

Praticamente quando os quadrinhos começaram a ganhar notoriedade, por volta dos anos 40  já pularam pra telas de cinema através dos “Seriados de Cinema” que eram curtas metragens exibidos antes das sessões, o primeiro herói a figurar foi Capitão Marvel ( atualmente Shazam) em 1941, seguido por Batman(43), Fantasma(43), Capitão América(44) e Superman(48).

Mas isso não durou muito, pois Fredric Wertham escreveu um livro chamado “Seduction of the Innocent “, onde atestava que os quadrinhos eram culpados pela delinquência juvenil. Inclusive foi ele quem criou a lenda de que Batman e Robin tinham um relacionamento homossexual. É claro que isso causou uma turbulência na indústria dos quadrinhos afastando-os das telas de cinema.

Fim da década  de 70, início da década de 80.

Décadas depois surgiu aquele que seria o maior ícone cinematográfico de filmes de super-heróis: SUPERMAN de Richard Donner.

O ano era 1978, Superman estreou nas telas de cinema e foi sucesso de Critica e bilheteria. O filme recebeu três indicações: nas categorias de melhor som, melhor trilha sonora e melhor edição. Ganhou o Oscar de “Melhores efeitos especiais”, além de imortalizar o ETERNO Christopher Reeve, como o maior super-herói de toda a história dos quadrinhos!

Essa versão também imortalizou o Tema de Superman , composto por John Williams. Para os que não conhecem , cliquem aqui (link para o Youtube) e curtam essa obra prima de John Williams.

Pra temos uma idéia do sucesso desse filme ele custou U$ 55 milhões e arrecadou U$300 milhões!