Home Colunas O Papo aqui é Série

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Imagine chegar de viagem em um trem e assim que desembarca na estação, você vê algo muito estranho, uma pessoa deixa seus pertences em um canto e se dirige aos trilhos, ao passar a sua frente, vê que essa pessoa é idêntica a você. Ela se suicida na sua frente, se jogando nos trilhos.

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Assim começa a primeira temporada de Orphan Black.Uma série da BBC America, que começou de forma até despretensiosa e desde então tem ganhado a atenção da critica e do público.

O enredo conta a história de Sarah Manning uma jovem problemática que está em busca de uma reaproximação com sua filha Kyra, mas acaba se envolvendo com a morte de sua dúplice, a detetive Beth Childs. Em meio a descoberta de uma Gêmea, Sarah resolve jogar com as cartas que tinha à mão. Assume a identidade da policial para tentar de alguma forma descobrir o que realmente acontece.

Histórias de gêmeos são algo meio batido nas telas, seja de Tv ou Cinema, mas os criadores John Fawcet (Xena) e Graeme Manson (Flashpoint) nos entregam uma história de ficção científica repleta de ação, suspense, drama e até terror. Tudo isso bem apoiado pela atuação impecável de Tatiana Maslany.

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Tatiana consegue dar vida a não só uma gêmea, mas a a muitas outras e concede a cada personalidades totalmente diferentes. Você compra cada personalidade desde a neurótica dona de casa chamada Alison, a brilhante cientista Cosima, a instavelmente perigosa lunática e adorável Helena e a protagonista Sarah.

Na primeira temporada Tatiana já convence vivendo esses papéis e essa é uma das principais forças da série e que a permitiu fisgar vários fãs. Há também que se elogiar os roteiros que são bem estruturados, tudo que acontece tem uma função para a trama. Não há “barrigas” no roteiro. Mas apesar desse controle ainda existe outro fatores muito positivos, cada núcleo das gêmeas permite que a série passeie por vários gêneros, de comédia ao suspense, passando por thriller de ação e drama. Tudo isso amarrado por um poderoso fio condutor que é o mistério que envolve as gêmeas.

Orphan Black vale cada minuto do seu tempo de entretenimento, por todos os motivos acima citados, mas principalmente porque Tatiana Maslany sabe o que está fazendo e tem controle total sobre isso!

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As duas primeiras temporadas estão disponíveis do Netflix.

O Seriado está na sua terceira temporada em breve review da Segunda e da terceira.

 

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Incrivelmente esse tem sido um bom ano para descobrir novas séries, sim eu sei que sou meio empolgado demais e até mesmo fácil de agradar, no que diz respeito a entretenimento. Mas curiosamente tenho assistido séries que conseguiram me “prender” a elas.

Não sou um cara que vai pela modinha, não assisti LOST, não assisti Breaking Bad, e provavelmente você deve estar pensando em desistir desse texto, mas antes, deixe-me falar de uma serie que talvez agrade você.

Bom, imagine, que você entra numa cafeteria, pede seu expresso, pega um revista qualquer e começa a mexer em seu tablet ou celular, a porta da cafeteria se abre, e um jovem homem aparentando seus 40 anos entra pela porta, logo aparece uma mulher pra lhe entregar o café, ele nem ao menos foi ao balcão pedir. Então você se dá conta que ele é dono daquela cafeteria, uma cafeteria que tem 17 lojas e está pra se expandir mais ainda. o homem se senta à mesa e começa a ler alguma coisa, nisso um jovem se senta a frente dele e começam a conversar.

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Tudo parece casual, mas você não se dá conta que o dono da Cafeteria é responsável por uma rede de pedofilia, o wifi da cafeteria, que você usa nesse momento, pra ver sua notificações do Facebook, é tão potente poque é daí que esse homem entrega a pornografia infantil pra milhares de usuário.

O jovem que sentou à frente desse homem, despeja de uma unica vez tudo que sabe sobre esse negócios escusos, o homem se sente acuado, sabe que pode ser preso se for denunciado, num primeiro momento ele recusa-se pagar pelo silencio do jovem, pois sabe que assim que receber fará a denuncia.

O jovem se levanta e se dirige a porta, o homem desesperado diz que pagará qualquer que seja o valor, o Jovem olha pra ele e diz “Não dou a mínima para o dinheiro”. Ele sai enquanto a policia chega.

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Assim começa o piloto de Mr. Robot uma série americana da USA Network, trata-se de um triller High-tech, que flerta com o drama, suspense, ficção-cientifica. Bom na verdade não dá pra ter certeza de como definir o programa, mas tem uma coisa é certa Mr. Robot vai prender você!
A trama se prende ao personagem principal Elliot (Rami Malek de Uma Noite no Museu). Elliot é um cara estranho de olhos esbugalhados, que fala pausadamente, que parece sempre desconfortável, como se fosse uma peça fora do lugar, sem contar sua dificuldade de socializar. Mas Elliot é muito mais que isso ele é um gênio do computador. Durante o dia ele é um simples trabalhador de uma empresa de segurança cibernética, e a noite ele é quase um justiceiro Hacker!

Elliot está longe de ser um herói ou protagonista padrão, ele tem problemas e problemas sérios, é possível ver isso através de seu vicio em morfina, suas sessões de terapia, e pelo fato de qualquer pessoa que cruza seu caminho acaba sendo investigado por ele, e não há nada que ele não descubra.

Ele trava uma luta silenciosa e solitária contra uma mega corporação chamada de “Evil Corp”, cara isso é tão óbvio que chega a ser engraçado. E isso o leva a desenvolver uma possível paranoia, pois pra onde quer que vá, se vê seguido por misteriosos homens de preto.

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A trama ganha corpo quando Elliot, frusta um ataque a E Corp, e descobre que foi causado por um grupo quase auto denomina de “FSociety”, então Mr. Robot um misterioso personagem vivido por Christian Slate, cruza o caminho de Elliot e o recruta como um militante da FSociety e fazer parte de uma revolução.

Mas Elliot começa a descobrir que nem tudo é exatamente o que aparenta ser e se vê em meio a uma encruzilhada.

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A produção e toda parte técnica estão em perfeita sincronia, porque você não as percebe, elas não roubam a sua atenção, tudo converge para o que realmente importa, a trama. Até mesmo quando ela brinca com você mostrando cartazes que dizem ” O Mal Sempre Vence”, isso não te arranca da trama.

Boa parte do que faz essa série especial é a interpretação de Malek, ele convence com seu Elliot, um personagem que oscila entre herói e anti-herói e é enriquecido pelas suas neuroses, paranoias e psicoses. Ele é sem dúvida um dos personagens mais interessantes que vi nas séries que assisti até agora. É fácil “comprar” sua história, pode ser pelo fato de sermos sua testemunha ocular, não só dos fatos que acontecem, mas também por testemunharmos o que se passa diretamente em sua mente.

A série sabe disso e também brinca conosco usando esses recursos, em um dos momentos mais interessantes do piloto, Elliot olha diretamente pra você e te diz: ” Por favor, me diga que você também está vendo isso”.

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Mr. Robot está na minha lista de favoritos desse ano e acredito que não vá sair tão cedo dela.

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E ae galera!!!

Hoje vamos falar de mais um série de ficção científica, Humans!

A história de Humans acontece em um mundo muito parecido com o nosso, exceto pelo fato de que a tecnologia desse mundo avançou muito no que diz respeito a robótica, o que possibilita que pessoas comuns tenham acesso a seres humanos sintéticos, que estão disponíveis para compra, com um custo inferior a um carro. Eles são basicamente usados para tarefas como atendimento ao público, empregados domésticos, funcionários de limpeza, cuidadores de idosos e uma variedade de outras coisas.

A produção da série é do Channel 4 (uma empresa do Reino Unido) e Xbox (sim a Xbox Entertainment Studios) e é baseada em uma série sueca de 2012 cujo título era Real Humans. Quando Xbox fechou os estúdios para dar inicio a produção, a AMC se envolveu.

A trama da série se passa em Londres, e mostra uma complexa realidade onde seres humanos e Sintéticos vivem lado a lado. Somos apresentados a família Hawkins,  Joe (Tom Goodman Hill), um pai de uma família tipicamente britânica, que está com sérios problemas pra cuidar de seus filhos enquanto a esposa Laura (Katherine Parkinson) está a serviço em outra cidade. Numa decisão de momento Joe, adquire uma sintética que passam a chamar de Anita (Gemma Chan) e a leva para casa para ajudar com as tarefas domésticas, mas ao decorrer da da história isso começa a criar mais dificuldades entre o casal. Há também um homem idoso chamado George Millican (vivido por William Hurt), que trata seu Sintético Odi, um modelo antigo que começa a apresentar defeitos, como um filho e aquele que pode fornecer memórias de sua falecida esposa. Há também o enigmático Leo ( Collin Morgan), que tenta proteger um grupo de sintéticos auto-consciente, e o Professor Hobb (Danny Webb) que tenta proteger a raça humana da próxima etapa evolutiva , A Singularidade, quando as máquinas se tornarão autossuficientes, conscientes e tomarão o lugar do ser humano.

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Há muitos outros personagens que entram e saem dos episódios, apresentando uma variedade de histórias e possibilidades narrativas. Isso nos dá uma visão geral do mundo em que a história se passa, e graças as boas atuações e ao roteiro bem competente fica muito fácil mergulhar no mundo de Humans.

Uma das coisas mais legais que a ficção científica permite fazer, além dos robôs, celulares fantásticos e naves e efeitos especiais; é poder discutir questões sociais e humanas através de “parábolas” fantásticas.

A Singularidade é uma teoria da década de 1950, e é uma preocupação real no mundo de Humans.  Laura se preocupa com qual será o impacto de um sintético na vida de sua família, que isso a distancie mais da família. A filha mais velha Mattie Hawkins (Lucy Carless) se pergunta se há algum sentido na vida, quando a maioria dos postos de trabalho, mesmo que que seja um neuro cirurgião, em breve será preenchido por um sintético. Leo e George nos fazem pensar se devemos ter mais respeito pelas coisas que criamos, e qual é a linha que divide o homem e máquina.

A trama mostra como os seres-humanos são preconceituosos e cruéis com aquilo que eles consideram diferentes, em muitos momentos vemos Mattie tratando os sintéticos como “Coisas”, há outras tramas como o roubo de sintéticos para reprogramação e venda clandestina e muitos acabam caindo em casas de prostituição.

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Aqui tem uma parte interessante, umas das sintéticas conscientes (Niska, Emily Berrington) é sequestrada junto com Anita e um terceiro (Fred, Sope Dirisu) eles são reprogramados e vendidos novamente. Anita cai na casa dos Hawkins, Fred vai para o que parece ser uma fazendo do Professor Hobb e Niska vai para uma casa de prostituição. Em um diálogo Niska diz a Léo ” Você me deixaria lá se eu fosse Humana?”, um questionamento muito profundo, ela é um ser consciente, sintético mas possuiu sentimentos, por que ela é obrigada a se submeter a uma situação de abuso sexual? Só porque não nasceu humana?

 

É por causa dos personagens ricos e as questões complexas da série, que faz Humans uma grande promessa para esse ano.

Penny Dreadful

Penny Dreadful é uma boa série de horror que está em cartaz atualmente, está longe de ser perfeita, tem altos e baixos mas é totalmente recomendável por conta de sua lindíssima ambientação, momentos de bom horror, visuais deslumbrantes e um elenco estelar!

O nome da série vem das revistas populares do século 19 que custavam um centavo (Penny), nelas se encontravam histórias cheia de sangue, assassinato, ocultismo e sexo! Era o entretenimento pra quem era da classe mais pobre daquela época.

Uma co-produção da Showtime e Sky, a série mistura vários personagens de obras clássicas da ficção, une todos numa Londres vitoriana no século 19. podemos dizer que é a melhor produção trans mídia da Liga Extraordinária de Alan Moore, mas sem ser a Liga do Moore!

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A trama da série se baseiam na luta de Sir Malcolm Murray em encontrar sua filha desaparecida, e pra conseguir isso ele se junta a Vanessa Ives ( Eva Green) e ao pistoleiro de aluguel Ethan Chandler (Josh Hartnett), que no decorrer da série também se mostram familiarizados com a escuridão.

O design de produção é primoroso, as roupas, os ambientes, as criaturas, tudo está muito acima do que se espera de um seriado com temática sobrenatural como Penny Dreadful, tudo é magnificamente macabro.

Além disso há subtramas muito interessantes, como a luta da Criatura (Rory Kinnear) de Frankstein contra a solidão e em busca de um propósito, também temos as interações de Ives e Chandler com o desconcertante Dorian Gray. E ela mescla muito bem diálogos tensos, imprecisos e assustadores com a excitação de cenas de ação e horror. As cenas de possessão são memoráveis graças a performance e os arrepiantes encontros de Eva com seres das trevas.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que Eva Green é de longe a melhor atriz da serie e isso reflete diretamente em sua personagem, a enigmática Vanessa Ives. Sua performance é impecável, ela convence tanto no papel da contida e enigmática assessora de Sir Malcom Murray  como também na atormentada vítima de possessões demoníacas! Ela é incrível! Há momentos que sua beleza exótica e sensualidade dão lugar a um desfigurado ser que definha em uma cama, atormentado por demônios. E mesmo quando está no papel da Vanessa “normal” podemos ver que a todo momento ela reluta com algo que a consome internamente.

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Num seriado onde temos Dorian Grey (Reeve Carney), o Dr. Victor Frankestein ( Harry Treadway) e Abraham Van Helsing ( David Warner) é exatamente a personagem de Eva que rouba a cena.

A trama vai se expandindo e revelando as várias facetas dos personagens e tem um final muito bom que garantiu a segunda temporada do seriado.

Mas como disse há algumas coisas que podem incomodar principalmente o ritmo da série. Alguns episódios que trazem uma grande progressão pra história, são acompanhados por outro mais lento, praticamente é uma puxada de freio de mão. Por ser uma série “adulta” as insinuações de sexo e nudez pode não agradar aos mais conservadores. Mas não é nada que seja explicito ao extremo.

Se você é fã de histórias de horror e mistério, e gosta de histórias ambientadas na era vitoriana Penny Dreaful, com certeza é uma indicação certa! Se você não viu Penny Dreadfull, aproveite que a primeira temporada está disponível no Netflix.

Dia 24 de julho de 2015 estreou no Canal SyFy a série Dak Matter, trata-se de uma série de ficção científica criada por Joseph Mallozzi e Paul Mullie baseada em uma Hq com o mesmo nome.

Seis pessoas despertam do estado de estase e descobrem estarem abordo de uma nave espacial a deriva e danificada mas nenhuma delas têm ideia de quem são. As únicas coisas que se mantém intactas são suas habilidades e conhecimentos técnicos.

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O elenco nos é apresentado e nomeado de acordo com a ordem que despertam One (Marc Bendavid) o bom moço, Two (Melissa O’Neil) a Líder durona, Three (Anthony Lemke) o babaca truculento, Four (Alex Mallari Jr.) o bad-ass misterioso, Five (Jodelle Ferland) uma estranha garota , Six (Roger Cross) o piloto e a Androide (Zoei Palmer). Após o começo turbulento, os personagens descobrem que estão transportando um carregamento de armas.

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A trama vai ganhando corpo e então somos apresentados a uma colônia de mineiros preste a ser alvo de um ataque de uma grande Corporação: a Ferrous Corp – que deseja erradicar essa colônia e fazer o planeta uma base para extração de minérios em um asteroide próximo.

A tripulação da nave misteriosa se vê diante de um dilema, ajudar os mineiros ou deixá-los a própria sorte? E pra complicar mais ainda a trama, uma revelação sobre a real identidade dos tripulantes pode mudar tudo.

Esse é o piloto de Darker Matter e pode-se dizer que é uma série com um conceito interessante, mas tem uma narrativa simples, que mantém o padrão efeitos especiais das séries da Syfy e apresenta interpretações que não são das melhores.

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O que chama atenção é que se trata de mais uma série com uma figura feminina central de personalidade forte, a personagem Two é posta como líder natural da equipe.

Os efeitos especiais me pareceram um pouco melhores que os da série KillJoys, provavelmente por que boa parte da trama será desenvolvida a bordo da nave, mas estão longe de serem primorosos.

Mas vale a pena ver Dark Matter? Eu gostei do piloto, que por sinal é dividido em duas partes, pois conseguiu me vender a ideia e me manter focado na trama. Pra quem gosta do gênero e não se incomoda com uma narrativa simples e os efeitos especiais, pode ser um bom entretenimento.

Vejamos se Dark Matter sobrevivera a sua primeira temporada.

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