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Filme: 11.11.11
Diretor: Darren Lynn Bousman
Ano: 2011
Trailer: Youtube

Filme de terror BOM realmente não é algo muito comum de se ver hoje em dia, na minha modesta opinião os antigos ainda superam de longe qualquer novo lançamento dos últimos 10 anos. E chega agora aos cinemas a nova película do diretor Darren Lynn Bousman (que dirigiu os filmes jogos mortais II, III e IV), o tão aguardado 11.11.11.

A sinopse conta a história de um escritor que perde sua esposa e filho, se envolve num acidente de carro e acaba indo para Barcelona, onde passa a conviver novamente com seu velho pai que está a beira da morte assim como seu irmão, atualmente líder de uma Ceita religiosa. Desde então ele começa a descobrir que vários acontecimentos de sua vida está ligada a algum evento que acontecerá no dia 11/11/11. Visões, fantasmas, demônios e sustos apimentam o filme.

E só!

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Filme: O preço do amanhã
Diretor: Andrew Niccol
Ano: 2011
Trailer: Youtube

Neste longa o diretor e roteirista Andrew Niccol (de O Senhor das Armas) mistura ficção científica romance. Numa produção de alta classe, com cenários e figurinos sofisticados, o cineasta apresenta um mundo no qual “tempo é dinheiro“, no EXATO sentido da palavra.

É GENIAL ESTA IDÉIA!

Na ficção criada por Niccol, os cientistas desmembraram o gene do envelhecimento e todas as pessoas param de envelhecer aos 25 anos e, a partir daí, um “relógio corporal” é ativado com apenas 1 ano de vida para cada pessoa.

Aí que o bicho pega, pois tudo o que você faz gira em torno de conseguir mais segundos, minutos, horas, dias ou anos de vida. Nesta realidade, tudo é pago em tempo … E se trabalha ou se consome com esta moeda: o tempo.

Os ricos tem muito tempo de vida (praticamente vivem para sempre), enquanto o gueto luta diariamente para conquistar segundos a mais.

Realmente é uma ideia nova aplicada de maneira inteligente e que conta com Justin Timberlake como protagonista. Parece mesmo que o garoto decidiu abraçar firme a brincadeira de atuar e por isso passou a receber (merecidamente, diga-se de passagem) papeis bacanas. E não é que ele tem respondido a altura?

Não vou dar nota, mas posso afirmar que o custo x beneficio é 10.

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Filme: A Casa dos Sonhos
Diretor: Jim Sheridan
Gênero: Suspense
Ano: 2011
Trailer: Youtube
Rating (6/10):

Quando vi o nome de Jim Sheridan como Diretor me perguntei: será o cara que dirigiu ‘Meu Pé Esquerdo’, ‘Em Nome do Pai” e “O Lutador”?  … Huuummm … É ele mesmo!

Um elenco bem estrelado com Daniel Craig (007 em “Cassino Royale”), Rachel Weisz (Um Olhar do Paraiso) e Naomi Watts (O chamado 2) … huuuum … Um bom suspense para assistir num fim de noite.

Posteriormente fiquei sabendo que o próprio cineasta solicitou que seu nome fosse retirado dos créditos, e a Associação dos Diretores Norte-Americanos NEGOU.  Nem mesmo depois de todas explicações do mesmo, declarando que os produtores reeditaram o longa de modo que o enredo foi completamente distorcido convenceu a associação, e para sua vergonha seu nome continuaria lá.

Tudo isso somado fez nascer em mim uma enorme curiosidade de assistir este filme!

Curiosidades a parte, vamos as considerações:

Vocês já tiveram aquela sensação de ter visto esta cena antes? Quase um Djavu, mas real!

Bom, se já assistiu “O iluminado”, “Os outros” e “Janela Secreta” tenha certeza que você sentirá isso constantemente no desenrolar de “A Casa dos Sonhos”.

O filme relata a história de um editor Will Atenton (guardem este importante nome) interpretado por Daniel Craig, que abandona uma carreira promissora em Nova York para dedicar-se à família numa casa nova e escrever seu livro (Opa, vemos aí enorme semelhança com “Janela Indiscreta” de Johnny Depp). Como o cartaz do filme já sugere, a casa possui algo de estranho que envolve suas duas filhas de Will.

Tudo corre conforme planejado, mas só depois de comprarem a casa descobrem que a mesma foi palco de um massacre: o pai, Peter Ward, visto como louco, matou a mulher (Rachel Weisz) e as duas filhas (assim como em “O Iluminado” com Jack Nicholson). Após ser Internado numa instituição psiquiátrica, foi liberado após alguns anos de tratamento. Quando um estranho começa a aparecer para as crianças, Will teme que Peter tenha voltado para o local do crime e passa a investigar todo o acontecido.

Até então existe uma história de suspense que apesar de clichê e com raros sustos é muito bem desenvolvida, porém começa a ganhar contornos sobrenaturais (igualmente como o filme “Os outros”). E é justamente neste momento que o filme começa a desandar, e com apenas 50 minutos aquilo que era a grande trama é entregue de mão beijada aos espectadores … assim mesmo, tão rápido que chega a ser frustrante.

A partir deste momento, o diretor precisa procurar uma nova trama para entreter, e o filme parece que muda drasticamente de gênero deixando de ser suspense e passando a um romance inconsistente que envolve a vizinha (Naomi Watts). O resultado final de “A Casa dos Sonhos” não é pior em função de alguma ação apresentada nos últimos minutos, mas a frustração impera ao perceber que o filme foi tão acelerado que conseguiu literalmente resumir 2 focos de uma história em apenas 90 minutos.

Sinceramente é capaz de muita gente gostar do filme, mas como fã incontestável de filmes de suspense eu realmente percebi o porque Jim Sheridan solicitou a retirada de seu nome do créditos.

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Filme: O Palhaço
Diretor: Selton Mello
Ano: 2011
Trailer: Youtube
Rating como crítico (8/10):
Rating como espectador (5/10):

É fabulosa a maneira como o nome de Selton Melo chama a atenção de todos em uma sala de cinema. Realmente este artista multifacetado conseguiu um espaço difícil e diferenciado no meio, em um país que tem costume de venerar tanto “Zé pequeno” quanto “Capitão Nascimento”.

Mas não sei o que será do artista após sua primeira direção de um longa-metragem onde ele também é o protagonista.

Digo isso porque seu filme “O Palhaço” é uma verdadeira obra de arte difícil de ser analisada, pois acredito haver um publico muito restrito. É um filme criado para críticos e artistas, e não necessariamente para a grande massa que costuma frequentar o escurinho das salas e morrer de rir com suas atuações brilhantes como em “O Auto da Compadecida”, “Lisbela e o Prisioneiro” ou mesmo “A mulher invisível”. Se esperam algo seguindo essa linha: ESQUEÇAM. Nem percam seu tempo!

Da cena inicial aos créditos finais, o filme “O PALHAÇO” trata-se de um DRAMA vivido por Benjamin, mais conhecido como o palhaço Pangaré, de um circo nordestino itinerante batizado de “Esperança”.

Benjamim é um palhaço que carrega o “difícil fardo” de fazer rir, porém o mesmo vive uma vida sem graça enquanto administra o negócio que, na ficção, passa de pai para filho. Um pai também palhaço, seu parceiro de dupla e de palco vivido por Paulo José, numa interpretação absolutamente fantástica.

Um dos motivos do grande estresse de Benjamim é o fato de não conseguir tirar da cabeça as reivindicações de sua pequena trupe, tais como o sonho de ter um ventilador (que o persegue por grande parte do filme) e a solicitação de sutiã tamanho gigante.

Este cenário gera no filme um humor completamente cruel, refinado, não de gargalhadas, mas sarcástico. Sabe aquele tipo de comédia natural, onde o artista lhe faz rir sem ao menos expressar um movimento de lábios? É isso que você verá constantemente: Espasmos de curtas risadas.

Uma comédia tipicamente europeia, mas completamente brasileira.

Tudo no filme é detalhadamente bem cuidado. A talentosa direção de arte cria um clima que o faz realmente sentir-se parte da trupe que segue pelas pequenas cidades do nordeste. A fotografia foi o que mais me chamou a atenção, pois dá tons pastéis à trama e nos leva facilmente até os anos 70, bem como a trilha sonora delicadamente bem trabalhada que nos faz viajar dentro e fora do circo com instrumentos de sopro e ares de bandas divertidas e canções bregas dos anos 70, como Moacyr Franco que parece ser um grande homenageado.

Se você pretende ir ao cinema se divertir, sair comentando sobre a fantástica história, alguma cena marcante ou determinado personagem … esqueça …

Mas se querem contemplar e analisar artisticamente uma obra de arte, completamente pessoal de Selton Melo, não podem perder a dramaturgia de “O Palhaço”.

Curiosidade: Gostaria de fazer um adendo e comentar que um de nossos Gorilas (Mr. David Castillo, vulgo DVD) chegou a ser entrevistado por Selton Melo (você pode ouvir ele contando esta história neste podcast), participou de testes e quase foi convidado para fazer parte desta trupe de comediantes circenses. Para os que conhecem nosso amigo, fica a dica de imaginarem o mesmo vestido com as roupas coladas do artista negro gigante que faz “o homem mais forte” do circo, papel para o qual ele foi sondado.

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Olá Gorilas!

Este é meu primeiro post por aqui após o convite para fazer parte desta turma de primatas que tem agitado o meio blogueiro.

Minha coluna será semanal e vai ser um prazer escrever sobre a sétima arte, já que ir ao cinema é algo que pratico como se fosse esporte, ao menos 3 vezes por semana. Seja para assistir filmes bons, ruins, nacionais, internacionais, legendados, dublados, terror ou comédia romântica. Creio que isso me torna um cinéfilo bem eclético. Gosto mesmo é de bons filmes, mas admiro também aqueles diretores que conseguem emplacar filmes ruins nos fazendo crer que são bons. (risos)

Bom, vamos ao que interessa, a dica para o seu fim de semana é:

Filme: Os Três Mosqueteiros
Diretor: Paul W.S. Anderson
Ano: 2011
Trailer: Youtube
Rating (7/10):

Realmente virou moda o remake de grandes clássicos do cinema apenas para usufruir dos fantásticos efeitos especiais disponíveis atualmente. E em meio a esta falta de criatividade do cinema contemporâneo, era apenas questão de tempo para uma adaptação mais moderna do famoso livro de Alexandre Dumas publicado em 1844 e que se tornou um dos filmes mais readaptados para o cinema (mais de 20 vezes). A ultima dessas adaptações aconteceu em 1993 onde contávamos até com Charlie Sheen no elenco, pois é, 18 anos depois nos encontramos novamente com Porthos, Athos e Aramis.

Mas não podemos nos esquecer, é obvio, de D’Artagnan o quarto mosqueteiro. E como todo diretor de cinema Paul W. S. Anderson insistiu em criar uma maneira nova do mesmo entrar para a trupe de mosqueteiros. E acredito que esta ultima versão é uma das mais interessantes, pois este filme é o primeiro que segue com fidelidade o que Dumas escreveu, apresentando D’Artagnan como um adolescente habilidoso, prepotente e principalmente impetuoso que por casualidade acaba desafiando cada um dos mosqueteiros visando se tornar um deles apenas por sua habilidade com espadas.

A história nos faz viajar até a França do Século XVII, passando por uma Inglaterra quase entrando em guerra, e nos mantém atentos numa trama que envolve a espiã Milady de Winter (Milla Jovovich – esposa do diretor e famosa por ser protagonista de Resident Evil), Duque de Buckingham (Orlando Bloom – especialista em Trilogias como Piratas do Caribe e O Senhor dos Anéis onde atuava como o Elfo), o corrompido Cardeal Richelieu (Christopher Waltz, o qual eu esperava muito mais após o incontestável Oscar em “Bastardos Inglórios”) e seu agente Rochefort (Mads Mikkelsen, especialista em papéis de vilão, como em Rei Arthur e Casino Royale).

O uso e abuso de efeitos especiais, bem como as tomadas de câmera lenta no estilo ‘’Matrix’’ com certeza assustam os mais conservadores, mas se não fosse para instituir tais efeitos qual seria o intuito de uma nova adaptação?

Do começo ao fim o filme nos prende com cenas de lutas épicas, o humor está presente constantemente, seja por parte do Rei, das peripécias do empregado dos mosqueteiros ou mesmo do próprio D’Artagnan, e nos faz realmente adentrar no enredo, esperando ansiosos por seu desenrolar.

Preparem-se para entrar nesta eletrizante aventura que envolve navios dirigíveis, duelos de espadas, golpes ninjas, uma pitada de humor, traições, romance e muito mais.

Importante: Não há necessidade de assisti-lo em 3D, o mesmo resume-se apenas ao efeito da espada dirigir-se direto ao rosto do espectador, nos fazendo piscar algumas vezes, pelo menos neste primeiro filme da TRILOGIA DE “OS 3 MOSQUETEIROS” o 3D é dispensável.

Será que a continuação se chamará, “Os 4 mosqueteiros” ou D’Artagnan continuara na eterna fase de estagiário?