Karina Andrade

Autora: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 9788580570816
Preço: 24,90
Rating (10/10):

Olá queridos primatas!

Aqui quem posta é a Gorila Fêmea do pedaço para trazer mais uma dica bem legal de leitura.

Preparados para tomar mais um Porre Literário? Boa ressaca galera!

PROMOÇÃO GORILA POLAR

 

Bela Maldade – a amizade pode ser mortal

Um segredo devastador
Uma vida destruída
Uma nova amiga que ajuda a esquecer
E se ela não for quem aparenta?

A história:
Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranqüilo anonimato.

Mas, seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante e, logo as duas começam uma intensa amizade.

No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amizade também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel.Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja, ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a nova amiga: Alice não gosta de ser rejeitada…

Meus pitacos:

Livro de mulherzinha? Ah, vá! Não é mesmo!!!
*ok, respira*

Quem foi disse que um livro sobre “melhores amigas” ou “amizade” precisa necessariamente ser superficial, cheio de intriguinhas bobas e sem nexo?Eu demorei para postar essa resenha por pura falta de coragem. Motivo? Eu me identifiquei com a história – uma identificação pessoal mesmo. E, portanto, estava na dúvida se deveria expor isso ou não.

Eu demorei para postar essa resenha por pura falta de coragem. Motivo? Eu me identifiquei com a história – uma identificação pessoal mesmo. E, portanto, estava na dúvida se deveria expor isso ou não.

Depois de pensar muito, percebi que a resenha crítica é puramente subjetiva, logo, ela leva em conta as minhas vivências e percepções para interpretar livremente a trama e concluir o entendimento da forma como eu preferir.

Pois bem. Vou tentar aqui esmiuçar todos os detalhes sobre o porquê este livro me fascinou.

As pessoas compram livros por diversos motivos: a capa é bonita ou misteriosa, a sinopse é interessante, o livro está em promoção, foi recomendado por um amigo, ganhou de presente, e por aí vai…

Confesso que a capa engana um pouco. Um livro azul-cor-tampa-de-caneta-BIC, com a escrita e a arte toda feita em brilho (que, aliás, desbota rapidamente e deixa a mão toda purpurinada!), uma fonte rebuscada…

Ou seja, tudo leva a crer que “Bela Maldade” trata-se de um livro de “menininha”. Até você erguer os olhos e ver a legenda que acompanha o título: “A amizade pode ser mortal” – e foi justamente o que me fisgou!

Pensei: seria uma espécie de “Gossip Girl do mal”?; “um Pretty Little Liars disfarçado com glitter?”; “um thriller tenso à lá “Carrie, A Estranha”?

Foram muitas as coisas que vieram à minha cabeça, mas a verdade é que a legenda me cativou mais até do que a própria sinopse.

De linguagem fácil e enredo muito bem amarrado, a autora domina três “épocas” de sua protagonista. Ora você lê sobre os atuais dias de Katherine Petterson, jovem de 17 anos, ora você está invadindo o seu passado cruel no maior estilo flashback, e, de forma abrupta, você está diante do desfecho da história.

E não é que a escritora australiana Rebecca James deu conta do recado?

Esse vai-e-vem de situações deixa o leitor absolutamente vidrado na história – prato cheio para os devoradores de livros como eu! Pois vão ler “Bela Maldade” numa “sentada”.

Sobre as maldades?
Imagine que você está passando por um momento de superação em sua vida, digamos que um trauma, e precisa dar a volta por cima. De repente, sem pedir licença, surge uma garota cheia de vida (Alice), que começa a fazer com que você se sinta parte de um grupo novamente. Como se pudesse integrar-se à sociedade outra vez e (quase) tentar esquecer o passado obscuro. Só que, o que era para ser a “solução”, a tal “melhor amiga” transforma-se em seu pior pesadelo.

Em meio a falsidades, mentiras, assassinato (sim! Choque-se) e uma boa dose de inveja, “Bela Maldade” fala de problemas entre garotas, de uma forma bem mais alucinante e, é claro, mais chocante. Quisera eu descrever algumas das fortes cenas do livro, mas eu não sou do tipo que dá spoilers.

No início do texto falei sobre uma identificação pessoal, né? Pois vamos lá! Abrindo o jogo:

Eu tive uma “Alice” em minha vida, exatamente como no livro. Uma pessoa em que você confia seus maiores segredos e chama de Melhor Amigo (a). Aquele que o faz se sentir mais feliz e confiante. Alguém que te liga só para saber se você melhorou de um resfriado, e aproveita o pretexto para conversar e dizer que te ama e que só ligou porque estava com saudades. Eu… tive isso!

“Minha Alice” (vou preservar o nome da pessoa por questões éticas e óbvias) pregou-me uma tremenda peça digna de roteiro de novela das oito.

Lendo “Bela Maldade”, eu não era mais a Karina Andrade. Eu era Katherine Petterson, e, em todas as situações eu via o que a Alice fazia e me contorcia de angústia. Parecia que eu estava vivendo tudo o que sofri com a MINHA melhor amiga novamente. Não via a hora de chegar à página 302 e ver como tudo aquilo acabava.

Claro que o livro tem o final digno de filme! Mas, as artimanhas malvadas usadas por Alice, querendo ser sempre o centro das atenções, não importa a quem esteja  machucando, ah, isso sim, é  a VIDA REAL!

O que aconteceu comigo? Eu removi minha ex-melhor amiga da minha vida. O que acontece na história de “Bela Maldade”?Corra até a livraria mais próxima para saber. Você não vai se arrepender – eu recomendo. E você também se identificar com o livro por causa de alguma “Alice” que apareceu na sua vida, fique de olhos bem abertos.

Book Trailer do livro:

Leia o primeiro capítulo aqui.

Outras capas:

Quem escreveu:

Rebecca James nasceu em Sydney, Austrália, em 1970. Antes de ter os direitos deste livro vendidos em 35 países, trabalhou como garçonete, projetista de cozinha, professora de inglês na Indonésia e no Japão, e como operadora telefônica de uma empresa de táxis em Londres. Atualmente mora na Austrália com o marido e quatro filhos.

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