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Kleber Ivo

Kleber Ivo
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Kleber Ivo designer e desenhista. Gosta de ler, desenhar, ouvir musica, tocar baixo/guitarra, cinema. séries e adora o mundo dos quadrinhos e afins.

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Mais um série exclusiva da Netflix, dessa vez é um Anime.

Criado por Nihei Tsutomu em 2009, na revistas Kodansha e Afternoon, atualmente tem 13 Tankōbon (Compliados) lançados com o 14º programado para setembro de 2015.

A história se baseia na Nave interplanetária chamada Sidonia, uma das naves que fugiram da terra após o ataque de seres alienígenas chamados de Gaunas a destruíram.  A bordo de Sidonia o restantes da raça humana aprendeu e se adaptou a sua nova realidade, modificaram toda sua estrutura social, como também sua estrutura genética, fazendo uso de clonagem humana, engenharia biológica que os modifica ao ponto de não precisarem mais se alimentar diariamente, graças a habilidade de Fotossíntese.

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O Ataque das criaturas alienígenas a terra foi repentino e pouco conseguisse descobrir sobre a origem de tais seres, as poucas informações obtidas ao decorrer do anos de luta,, foi que os Gaunas são formados por algo que chamaram de placenta e que somente destruindo parte dela é possível expor o ponto fraco da espécie, o Núcleo.

Para combater esses seres a Sidonia desenvolveu um exército de mechas denominados Guardiões e eles se tornaram a principal arma de combate contra os Gaunas e para proteção de Sidonia. Os guardiões são alimentados por ” Particulas de Hyggs” o que os permitem se moverem e atacarem os Gaunas e mais afrente descobrimos que isso também os atrai. E juntamente com os Canhões de Partículas Hyggs eles usam uma lâmina especial chamada de Kabizashi, a única capas de destruir o núcleo do Gauna.

Esse é o background base do seriado e nele somos apresentados ao protagonista Nagate Tanikaze, um jovem que foi criado pelo avô nos subterrâneos da Sidônia, onde aprendeu a pilotar um dos modelos dos guardiões através de um simulador e que após a morte do avô, fazia incursões a superfície para roubar comida ( arroz). Numa dessas ocasiões Nagate é encontrado roubando arroz e acaba se ferindo e sendo aprisionado. E que num revés da história acaba sendo incorporado a acadêmia de formação de pilotos dos Guardiões. Nagate se revela em uma momento em que Sidonia vive uma aparente paz, decorrente de 100 anos sem ataque de um Gauna.

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No início existe uma certa tentativa de trabalhar um pouco o tema preconceito, afinal Nagate além de ser um Subterrâneo, ainda tem o problema biológico de precisa se alimentar 3 vezes ao dia, de ser “fedido” e não fazer fotossíntese, o que gera boas piadas na temporada, vemos ai que Nagate é inferior ao habitantes da superfície de Sidonia, em compensação ele se mostra muito mais resistente, sofre vários acidentes ao decorrer da temporada mas recupera-se de todos, inclusive de uma parada cardiorrespiratória. Além disso após sua aparição, acontece o primeiro ataque Gauna após 100 anos, mas um motivo que leva as pessoas a acharem que ele tem algo a ver com isso. Apesar da tranquilidade vivida pelo povo de Sidonia, há habitantes que se manifestam contra o exército continuar ativo, chegando a acusar de a ameça Gauna ser uma farsa.

Vemos aqui várias tramas que poderiam ser abordadas e aprofundadas com o decorrer da temporada mas…

Além de Nagate a serie apresenta outros personagens, os primeiros que Nagate conhece são Norio Kunato e Shizuka Hoshijiro. Kanuto é um cadete promissor que tenta de todas as formas ser o melhor piloto da história de Sidonia. Hoshijiro é a primeira pessoa a ser simpática com Nagate e acaba despertando outros sentimentos nele.

Há também a Capitã Kobayashi, uma figura misteriosa que comanda a nave Sidonia e os guardiões, há tambem a enfermeira Lala, que bizarramente é um Urso Pardo com uma mão biônica, que é a principal cuidadora de Nagate. Temos as poligêmeas Irmãs Honoka, 22 Clones idênticas em aspecto mas diferentes de temperamento e que também pilotam Guardiões, delas se destacam Ren, Hou e Shou. E por fim a personagem que ao meu ver é a mais interessante, Shinatose Izana, ela é uma clone desprovida de gênero, nem menino, nem menina, seu corpo foi confeccionado para se adaptar ao companheiro que Izana escolher. Isso é um plot bem legal, pois em tempos que se falam tanto de diversidade, ter uma personagem que não precisa de gênero para se definir, mas que tem a liberdade para escolher esse gênero quando achar propício é muito bom pra história. Confesso que é minha personagem preferida. Ela é uma das poucas cadetes que não nutre nenhum tipo de preconceito por Nagate e acaba meio que sendo a Side Kick dele.

Knights of Sidonia não chega a ser uma série de Ficção Hard, pois apesar do seu background e subplots o foco da série é Nagate, o que ao meu ver, tirou um pouco do brilho da série. Havia mais aspectos a explorar em Nagate do que apenas sua adaptação ao mundo de Sidônia.

Muita gente compara Knights Of Sidonia com Evangelion, mas ele está mais próxima de Macross, principalmente por serem do gênero Space Opera. E como faz parte do gênero, há inúmeros clichês, desde o personagem misterioso que se prova o melhor no que faz, o Mentor que treina o heróis, a Donzela em Perigo, a Queda do Herói, estão todos presentes em KoS, mas o background consegue ser tão interessante que os clichês se encaixam e fazem a trama se tornar mais interessante.

Estranhamente, senti falta de mais episódios, os 12 apresentados poderiam ter mais uns 6 que focassem mais na história de Sidonia e dos Gaunas, pois o universo que a série apresenta é muito interessante.

A animação é 3D, o que no começo me causou muita estranheza, pois no começo foi difícil identificar quem era quem, já que a estilização dos personagens os deixaram muito parecidos.

Knights of Sidonia é uma ótima série pra se acompanhar, longe de ser um clássico, mas divertida e com personagens interessantes.

Adriana Melo é uma quadrinista brasileira que já desenhou títulos como Star Wars, Catwoman, Witchblade e Astonishing Spider-man.

Adriana é um exemplo que o mercado de quadrinhos precisa do talento feminino, pois ele só tem a ganhar com isso!

Infelizmente o site dela parece estar fora do ar, www.adrianamelo.com, mas você pode ver mais da sua belíssima arte em seu DeviantArt.

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Batman: Arkham Knight é o quarto jogo da franquia Arkham e o terceiro produzido pela RockSteady Studios, foi lançado no dia 23 de junho para PC, Xbox One e PS4.

A franquia Arkham é uma das mas bem. no que diz respeito a personagens de hqs, recentemente poucos jogos que levam nome de personagens de quadrinhos são tão relevantes quanto essa Franquia.

RockSteady conseguiu não só produzir um grande jogo do Batman, como também conseguiu mudar a forma que muitos jogos eram feitos, a marca dessa empresa foi jogos com combate bem fluido e intuitivo, juntamente com uma história muito bem trabalhada e respeitosa com o personagem.

Seu primeiro produto da franquia, foi lançado em 2009 sob o título de “Batman: Arkham Asylum” , com um roteiro muito bem escrito por uma velho conhecido dos fãs de Batman, Paul Dini, esse título trouxe à história do personagem nos games, um tom muito mais sombrio e cheio da insanidade que cerca o mundo de Batman. Foi um verdadeiro divisor de águas, depois dele muitos outros títulos o usariam como referencia.

Em 2011, sai a primeira sequência da franquia, Batman: Arkham City”, agora a história se desenvolvia em uma área de Gotham, que foi fechada e transformada em um tipo de cidade presidio. Um mundo muito maior pra se explorar e o combatem mais fluido ainda fizeram desse jogo outro sucesso de venda e crítica.

Finalmente em 2015 sai a terceira parte da história desenvolvida pela Rocksteady, o capitulo final da franquia.

Em Arkham Knight todos os elementos dos jogos anteriores, que nos fizeram sentir o próprio Cavaleiro das Trevas foram polidos e expandidos, e que a amostra de mundo aberto que tivemos em Arkham City foi ampliada ao extremo nesse título. o Enredo é uma das maiores qualidades de Arkham Knight , toda a cena tem um propósito, todo dialogo acrescenta alguma informação importante para a trama. Outro ponto forte, é que deixaram o Espantalho como o principal vilão dessa sequência, como é sabido ele trabalha diretamente com os medos e age na psique do Batman desconstruindo o personagem.

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Além disso o jogo conta com um ótimo elenco de apoio. Temos o Comissário Gordon que é o centro moral da história, o sempre leal Alfred é a voz da razão, a Oraculo ( Bárbara Gordon) é a fonte de todo o conhecimento, e vilões de Gotham City são retratados em sua melhor forma. E pra fechar ainda temos o misterioso Cavaleiro de Arkham ao lado do Espantalho e cuja a única motivação parece ser matar Batman.

É de elogiar a parceira Espantalho e Cavaleiro de Arkham, enquanto o primeiro trabalha diretamente de forma psicológica sobre o personagem, o segundo é o inimigo físico, que põe a prova todas as habilidades do protagonista.

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Não podemos esquecer do outro personagem importantíssimo no game, a Cidade de Gotham, sim ela esta viva e espetacular nesa sequência. O que vimos em Arkham City foi ampliado o que proporciona uma gama de novas possibilidades de desafios e pra conseguir aproveitar isso da melhor forma, a equipe da RockSteady introduziu um novo elemento ao gameplay, o incrível BATMÓVEL! Se tem uma coisa que esses caras fizeram com gosto e com muito esmero, foi o Batmóvel, o veículo mais tradicional do Batman foi cuidadosamente pensado pra ser totalmente funcional dentro da cidade, e novos desafios foram implementados para dar ao jogador a melhor experiencia de combate de rua. Na trama o Cavaleiro de Arkham tem como apoio um exército de drones perigosíssimos, o que faz mais que necessário e justificado o uso do Batmóvel.

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Mas, esse quase se tornou um ponto negativo no gameplay, sim, pra justificar e fazer o jogador usar o Batmóvel, existe uma gama enorme de desafios, que em muitos momentos ficam repetitivos, sim, em muitos momentos o jogo beira a sensação desconfortável de “Caraca, de novo esse desafio?”. O que impede que isso se torne uma coisa massante é que a jogabilidade do Batmóvel é tão fluída que compensa a repetição.

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Mas você não fica dependente do Batmóvel pra se locomover, o gancho ainda está presente e voar por essa versão de Gotham está muito recompensante, a liberdade de flutuar entre as estruturas mais altas de Gotham e edifícios além da visão fenomenal da gótica e sombria cidade, ainda proporciona aos jogadores a chance de descobrir side quests e conteúdo bônus conforme você explora a cidade.

Há também o combate Duplo, em alguns momentos Batman tem a ajuda de outro personagem de seu universo, para enfrentar capangas, o jogador pode pular do controle de um personagem para outro enquanto combate, e ainda pode ativar finalizações especiais em conjunto.

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A trilha sonora do jogo também é um show a parte, vale citar o quanto ela está tocante na sequência final do jogo. O Gameplay também está repleto de easter eggs e referencias a mitologia do personagem , portanto mantenha os olhos atentos!

Algumas coisas cansam no jogo, como citado acima, a super exploração do batmóvel, algumas side quests são bem repetitivas e principalmente a insistência em dizer que o “Batman morrerá essa noite”, você é lembrado disso a cada instante neste jogo, e o pior é que o personagem age com um certo conformismo em relação a essas ameças, o que tira um pouco do impacto do ato final do jogo.

Em Batman: Arkham Knight, o que realmente brilha é a história, sombria, melancólica e psicótica,  é o que faz desse jogo um dos Maiores lançamentos de 2015 e com certeza um dos principais concorrentes ao título de Jogo do Ano.

Dica: Faça 100% das sides quests antes de terminar o jogo, isso será muito importante pra sequência final do Jogo.

E por último, a franquia Arkham é, sem dúvida alguma, um dos maiores produtos transmidia da marca “Batman” e tem seu lugar de honra ao lado de Batman: O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan.

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Incrivelmente esse tem sido um bom ano para descobrir novas séries, sim eu sei que sou meio empolgado demais e até mesmo fácil de agradar, no que diz respeito a entretenimento. Mas curiosamente tenho assistido séries que conseguiram me “prender” a elas.

Não sou um cara que vai pela modinha, não assisti LOST, não assisti Breaking Bad, e provavelmente você deve estar pensando em desistir desse texto, mas antes, deixe-me falar de uma serie que talvez agrade você.

Bom, imagine, que você entra numa cafeteria, pede seu expresso, pega um revista qualquer e começa a mexer em seu tablet ou celular, a porta da cafeteria se abre, e um jovem homem aparentando seus 40 anos entra pela porta, logo aparece uma mulher pra lhe entregar o café, ele nem ao menos foi ao balcão pedir. Então você se dá conta que ele é dono daquela cafeteria, uma cafeteria que tem 17 lojas e está pra se expandir mais ainda. o homem se senta à mesa e começa a ler alguma coisa, nisso um jovem se senta a frente dele e começam a conversar.

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Tudo parece casual, mas você não se dá conta que o dono da Cafeteria é responsável por uma rede de pedofilia, o wifi da cafeteria, que você usa nesse momento, pra ver sua notificações do Facebook, é tão potente poque é daí que esse homem entrega a pornografia infantil pra milhares de usuário.

O jovem que sentou à frente desse homem, despeja de uma unica vez tudo que sabe sobre esse negócios escusos, o homem se sente acuado, sabe que pode ser preso se for denunciado, num primeiro momento ele recusa-se pagar pelo silencio do jovem, pois sabe que assim que receber fará a denuncia.

O jovem se levanta e se dirige a porta, o homem desesperado diz que pagará qualquer que seja o valor, o Jovem olha pra ele e diz “Não dou a mínima para o dinheiro”. Ele sai enquanto a policia chega.

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Assim começa o piloto de Mr. Robot uma série americana da USA Network, trata-se de um triller High-tech, que flerta com o drama, suspense, ficção-cientifica. Bom na verdade não dá pra ter certeza de como definir o programa, mas tem uma coisa é certa Mr. Robot vai prender você!
A trama se prende ao personagem principal Elliot (Rami Malek de Uma Noite no Museu). Elliot é um cara estranho de olhos esbugalhados, que fala pausadamente, que parece sempre desconfortável, como se fosse uma peça fora do lugar, sem contar sua dificuldade de socializar. Mas Elliot é muito mais que isso ele é um gênio do computador. Durante o dia ele é um simples trabalhador de uma empresa de segurança cibernética, e a noite ele é quase um justiceiro Hacker!

Elliot está longe de ser um herói ou protagonista padrão, ele tem problemas e problemas sérios, é possível ver isso através de seu vicio em morfina, suas sessões de terapia, e pelo fato de qualquer pessoa que cruza seu caminho acaba sendo investigado por ele, e não há nada que ele não descubra.

Ele trava uma luta silenciosa e solitária contra uma mega corporação chamada de “Evil Corp”, cara isso é tão óbvio que chega a ser engraçado. E isso o leva a desenvolver uma possível paranoia, pois pra onde quer que vá, se vê seguido por misteriosos homens de preto.

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A trama ganha corpo quando Elliot, frusta um ataque a E Corp, e descobre que foi causado por um grupo quase auto denomina de “FSociety”, então Mr. Robot um misterioso personagem vivido por Christian Slate, cruza o caminho de Elliot e o recruta como um militante da FSociety e fazer parte de uma revolução.

Mas Elliot começa a descobrir que nem tudo é exatamente o que aparenta ser e se vê em meio a uma encruzilhada.

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A produção e toda parte técnica estão em perfeita sincronia, porque você não as percebe, elas não roubam a sua atenção, tudo converge para o que realmente importa, a trama. Até mesmo quando ela brinca com você mostrando cartazes que dizem ” O Mal Sempre Vence”, isso não te arranca da trama.

Boa parte do que faz essa série especial é a interpretação de Malek, ele convence com seu Elliot, um personagem que oscila entre herói e anti-herói e é enriquecido pelas suas neuroses, paranoias e psicoses. Ele é sem dúvida um dos personagens mais interessantes que vi nas séries que assisti até agora. É fácil “comprar” sua história, pode ser pelo fato de sermos sua testemunha ocular, não só dos fatos que acontecem, mas também por testemunharmos o que se passa diretamente em sua mente.

A série sabe disso e também brinca conosco usando esses recursos, em um dos momentos mais interessantes do piloto, Elliot olha diretamente pra você e te diz: ” Por favor, me diga que você também está vendo isso”.

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Mr. Robot está na minha lista de favoritos desse ano e acredito que não vá sair tão cedo dela.