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Kleber Ivo

Kleber Ivo
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Kleber Ivo designer e desenhista. Gosta de ler, desenhar, ouvir musica, tocar baixo/guitarra, cinema. séries e adora o mundo dos quadrinhos e afins.

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“O Gigante Enterrado” livro do autor Kazuo Ishiguro, que tem sido muito elogiado pela crítica e pelo público por seus livros. Kazuo escreveu romances mas sóbrios e neste livrou resolveu quebrar paradigmas e se aventurar por um universo fantástico.

Num mundo fantástico onde Dragões, bruxas e monstros caminham entre os humanos, um casal de idosos partem uma viagem insólita para reencontrar seu único filho enquanto precisam cuidar um do outro e lidar com uma misteriosa névoa que parece ter lhe roubado as memórias.

Esse é o enredo do livro que se passa numa Grã-Bretanha anos após a queda do Rei Arthur. Um casal de idosos, Axl e Beatrice, vivem em uma comunidade de aldeões onde são tratados com certo descaso por serem mais velhos.  Cansados da situação decidem ir até a aldeia do Filho para quem saber ser recebido e passar a viver o restos de sua vida com ele.

Mas a um fato estranho que envolve todos os moradores da aldeia, ele não conseguem lembrar de seu passado, o próprio casal não tem certeza de suas lembranças, agindo mais por fé do que certeza e confiando numa possível lembrança do filho eles partem nessa viagem.

Durante sua peregrinação eles se deparam com um universo fantástico onde Ogros e monstros ainda andam sobre a terra, em que Cavaleiros da Távola Redonda ainda existem e onde o maior mistério de todos será revelado, a origem da terrível névoa que lhes rouba a memória. Conforme a história avança eles descobrem o envolvimento de um ser fantástico por trás da névoa.

Kazuo cria personagens muito tocantes, Axl e Beatrice mostram como o amor é transformado pelo tempo, como a falta da memória molda as relações e as afeta de forma positiva e negativa também. Temos também os personagens Gaiwan, Sobrinho do Rei Arthur, Winstan um guerreiro Saxão e o Menino Edwin que parece ser escravo de uma maldição.

O livro é cheio de significados, é uma leitura que dificilmente deixa o leitor sair ileso dela, pois cada personagem traz consigo sua percepção do jeito que o mundo os afeta.Em minha percepção Axl e Beatrice são a prova de que o amor é uma escolha que com o tempo se torna algo mais forte e maior. Gaiwan mostra como a lealdade pode aprisionar um homem, Winstan é a inquietação da busca pela de uma resposta e um fim ao mal que assola a terra, e Edwin é a esperança do futuro.

Kazuo joga outros elementos durante a narrativa que também dão muito a se pensar, a refletir sobre si mesmo, de como a falta da memória pode ser prejudicial e que certos pecados sempre estarão a espreita esperando para vir a tona. O elemento fantasia, presente no livro,  serve a um propósito não está apenas pra criar um imaginário fantástico na mente do leitor, mas sim pra levá-lo a entender que o livro na verdade é uma grande parábola sobre a memória, vida e amor.

“O Gigante Enterrado” é um livro que emociona e que mesmo depois do fim de sua leitura, nos acompanha por dias, pois é se trata de esquecimento e lembrança, amor e empatia, culpa e perdão.

 

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Em um mundo onde a raça humana está dividida em duas castas, os vermelhos e os prateados, vemos o desenrolar da história de uma jovem que luta para sobreviver  onde deuses ainda caminham sobre a terra, mas ele não são gentis.

Essa é a história que o livro “A Rainha Vermelha” nos conta, escrito por Victoria Aveyard, lançado no Brasil pela Editora Seguinte em junho de 2015. É a estreia da autora com esse “romance” que é o primeiro volume de uma trilogia.

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O mundo de ” A Rainha Vermelha” é formado por duas castas distintas entre si, os “vermelhos” que são pessoas comuns cujo o sangue é vermelho e os “prateados” seres humanos cujo sangue sofreu uma mutação que mudou sua cor para prata e deu habilidades especiais a essas pessoas. Os prateados podem manipular elementos como fogo, água, gelo, terra, metal, podem influenciar telepaticamente pessoas e até mesmo curá-las.

E como é de esperar da raça humana, sempre que é concedido a alguém, algo que lhe dê vantagem sobre os outros, ele alguém usa seus dons para subjugar e escravizar os outros, e é isso que os Prateados fazem com os vermelhos.

Nesse livro somos apresentados a protagonista Mare Barrow, uma adolescente que vive em uma cidade chamada Palafitas,um gueto onde os “vermelhos” vivem uma vida de miséria, dificuldade, muitas privações e aflições. Mare é uma garota que vive o drama de estar as portas de completar seu 18º aniversário e ser obrigada a prestar o serviço militar, algo que é imposto a todos jovens vermelhos, pois o país está em uma guerra que nunca termina. Pra ajudar sua família ela pratica pequenos furtos no mercado da cidade. Sua vida muda quando após um acidente, que acaba destruindo o futuro de sua irmã Gisa – que trabalha pra monarquia e era a esperança de um futuro para a família – seu caminho se cruza com um misterioso homem que a leva para trabalhar no palácio de verão do Rei.

Como miséria pouca é bobagem, em meio a uma festividade em que as moças das casas prateadas mais nobres do reino, demonstram suas habilidades, afim de que possam disputar a mão do príncipe, acidentalmente Mare descobre que possui poderes, o que é impossível para um vermelho! Isso a torna algo novo e inesperado para os prateados, o que leva a família real a mentir sobre sua origem para que possam continuar a dominar os vermelhos. Mare porém tem planos para usar seus poderes e mudar o rumo da história de seu mundo.

O livro é um típico produto Young Adult, temos todos os elementos que fazem sucesso ultimamente, uma personagem feminina, um triangulo amoroso, um futuro “distópico”, castas, injustiças etc, etc.

Ao ler “A Rainha Vermelha” me deparei com uma escrita fluida, simples, porém bem pobre. É fácil ler o livro, mas falta a autora momentos na narrativa que se mostrem mais “poéticos” e menos descritivos.

Outro problema que encontrei, Victoria tenta criar uma personagem forte, independente, mas Mare é totalmente o oposto disso. Segundo a história, a protagonista é uma ladra habilidosa, mas no decorrer do livro é possível ver atitudes inocentes demais para alguém que vive na rua, falta malícia a Mare. Por inúmeros momentos a personagem não parece ter 17 anos, sua atitudes são bem infantis. Mare também sofre do mal que persegue das personagens femininas da cultura pop atual, ela É uma donzela em perigo. Por mais que tenha poderes, por mais que seja uma ladra, ela está sempre a espera do príncipe em seu cavalo branco, ou moto se você preferir.

Outro ponto negativo é o triangulo amoroso formado pelos dois filhos do Rei e Mare. O Primogênito se chama Cal e é o esteriótipo do príncipe perfeito e extremamente chato, pois não tem defeitos, não dúvida, não teme, ele não é real. O irmão mais novo , Maven, é um pouco menos raso e sofre do dilema de viver à sobra do irmão perfeito, enquanto pede migalhas do amor do Pai, o personagem poderia ser uma boa saída pra quebrar um clichê, mas…

O mundo de Mare é uma misturada de coisas que já vimos por ai (Jogos vorazes ,X-men, A Seleção) mas falta algo que o defina e tire essa impressão de que as coisas estão ali em função da personagem e não que a personagem exista no mundo já estabelecido. O mundo parece medieval, mas tem coisas como eletricidade, motos, câmera de vigilância, Rede de tv, mas não vejo um dispositivo de comunicação a distância, ai do nada aparece uma sala onde operadores se comunicam com o campo de batalha a distância. Do nada!!! A tecnologia no universo não é bem trabalhada o que me tirou do “mundinho” em muitos momentos. Tudo isso torna o mundo inconsistente.

Mas “A Rainha Vermelha” é uma porcaria então?

Não, como eu disse a leitura foi fácil, é bem fluida, apesar da simplicidade do texto não há nada que dificulte a evolução da leitura. Há momentos que também me empolgaram, por exemplo como determinado personagem lidaria com certa situação de perigo e algumas viradas de roteiro.

Mare é uma típica protagonista de YA, mas não é tão sonsa como muitas personagens do gênero. Ela tem seu charme apesar de suas fraquezas.

Gostei bastante do desfecho do primeiro livro, deixou vários ganchos e pontas para serem amarradas e desenvolvidos no próximo, espero que a autora possa evoluir a narrativa e quem sabe pesquisar um pouco mais e fundamentar melhor esse universo que é sim interessante, mas que ainda está muito crú.

Outra coisa muito boa, o projeto gráfico, a capa está muito bonita e instigante, a capista Sarah Nicole Kaufman fez um projeto muito clean mas que captura a essência do Livro e aqui no Brasil ela foi impressa em um papel metálico o que deu mais beleza ainda para a capa.

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Minha sincera opinião é que “A Rainha Vermelha” é altamente recomendado para quem é consumidor ávido do gênero e que não se importar de ver a mesma fórmula sendo explorada novamente. Mas se você quer algo um pouquinho mais elaborado ou está cansado de YA é melhor procurar outra leitura.

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Imagine chegar de viagem em um trem e assim que desembarca na estação, você vê algo muito estranho, uma pessoa deixa seus pertences em um canto e se dirige aos trilhos, ao passar a sua frente, vê que essa pessoa é idêntica a você. Ela se suicida na sua frente, se jogando nos trilhos.

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Assim começa a primeira temporada de Orphan Black.Uma série da BBC America, que começou de forma até despretensiosa e desde então tem ganhado a atenção da critica e do público.

O enredo conta a história de Sarah Manning uma jovem problemática que está em busca de uma reaproximação com sua filha Kyra, mas acaba se envolvendo com a morte de sua dúplice, a detetive Beth Childs. Em meio a descoberta de uma Gêmea, Sarah resolve jogar com as cartas que tinha à mão. Assume a identidade da policial para tentar de alguma forma descobrir o que realmente acontece.

Histórias de gêmeos são algo meio batido nas telas, seja de Tv ou Cinema, mas os criadores John Fawcet (Xena) e Graeme Manson (Flashpoint) nos entregam uma história de ficção científica repleta de ação, suspense, drama e até terror. Tudo isso bem apoiado pela atuação impecável de Tatiana Maslany.

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Tatiana consegue dar vida a não só uma gêmea, mas a a muitas outras e concede a cada personalidades totalmente diferentes. Você compra cada personalidade desde a neurótica dona de casa chamada Alison, a brilhante cientista Cosima, a instavelmente perigosa lunática e adorável Helena e a protagonista Sarah.

Na primeira temporada Tatiana já convence vivendo esses papéis e essa é uma das principais forças da série e que a permitiu fisgar vários fãs. Há também que se elogiar os roteiros que são bem estruturados, tudo que acontece tem uma função para a trama. Não há “barrigas” no roteiro. Mas apesar desse controle ainda existe outro fatores muito positivos, cada núcleo das gêmeas permite que a série passeie por vários gêneros, de comédia ao suspense, passando por thriller de ação e drama. Tudo isso amarrado por um poderoso fio condutor que é o mistério que envolve as gêmeas.

Orphan Black vale cada minuto do seu tempo de entretenimento, por todos os motivos acima citados, mas principalmente porque Tatiana Maslany sabe o que está fazendo e tem controle total sobre isso!

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As duas primeiras temporadas estão disponíveis do Netflix.

O Seriado está na sua terceira temporada em breve review da Segunda e da terceira.

 

Masamune Shirow já foi uma dos grandes nomes da arte Japonesa dos mangás e animes, foi criador de um dos grandes clássicos da cultura cyberpunk “Ghost in the Shell” e o manga futurista “Appleseed”. Foi um dos primeiros artistas orientais a popularizar a pintura digital nos Mangás.

Hoje Masamune se dedica a arte do mercado erótico japonês, sim ele se dedica basicamente a desenhar ninfetas japas encarando o que você puder imaginar de mais absurdo.